Bengo, 16 de setembro de 2026
O Secretário-Geral do MPLA, Paulo Pombolo, defendeu no Bengo uma parceria mais efetiva entre o Estado e a Sociedade Civil para proteger os bens públicos e responder aos desafios das comunidades.
O responsável falava durante um encontro com representantes de igrejas, autoridades tradicionais, organizações não-governamentais, associações filantrópicas, desportivas, culturais, juvenis e femininas, realizado no quadro da sua jornada de trabalho na província. O encontro consolidou-se como momento estratégico de reafirmação de compromisso com a articulação entre os poderes públicos e os diferentes atores sociais na defesa do património coletivo.
Estado não consegue, isoladamente, proteger todos os equipamentos públicos
Ao abordar a necessidade de preservar as infraestruturas sociais, Paulo Pombolo considerou que o Estado não consegue, isoladamente, assegurar a proteção de todos os equipamentos públicos, apelando ao envolvimento das organizações que atuam diretamente junto das comunidades.
“O Estado, por si só, não consegue controlar tudo”, afirmou.
A afirmação consolidou-se como reafirmação de que a defesa do património público e a corresponsabilização dos atores comunitários são elementos críticos para a preservação dos investimentos e a proteção do interesse coletivo.
Vandalização de escolas e equipamentos sociais recentes
O Secretário-Geral do MPLA chamou particular atenção para a vandalização de escolas e outros equipamentos sociais, alertando que, em determinados casos, infraestruturas recém-construídas são danificadas ou despojadas de equipamentos antes mesmo de entrarem em funcionamento.
Para si, a intervenção das igrejas, autoridades tradicionais e organizações comunitárias pode contribuir para prevenir comportamentos que comprometem investimentos destinados à população.
O alerta consolidou-se como reafirmação de que a prevenção da vandalização e o envolvimento das lideranças comunitárias são elementos críticos para a salvaguarda dos equipamentos sociais e a continuidade dos investimentos públicos.
Sociedade civil mais atuante e produtora de resultados concretos
Na mesma ocasião, Paulo Pombolo defendeu uma sociedade civil mais atuante e alinhada com os objetivos para os quais as organizações são constituídas, considerando que associações e organizações não-governamentais devem produzir resultados concretos nas comunidades.
“As organizações são para ajudar as comunidades a resolver os seus problemas”, sublinhou, atribuindo-lhes igualmente o papel de interlocutoras entre as populações e os poderes públicos.
A defesa consolidou-se como reafirmação de que a responsabilização das organizações da sociedade civil e a sua função de interlocução entre as populações e o Estado são elementos críticos para a eficácia da resposta aos problemas locais.
Desafios sociais: circulação, água e formação escolar
A intervenção incidiu ainda sobre os desafios sociais identificados durante a deslocação ao interior da província, com destaque para as dificuldades de circulação, o acesso à água e a continuidade da formação escolar.
O dirigente apontou, particularmente, a necessidade de melhorar a ligação rodoviária entre Muxaluando e Quicunzo, num percurso de cerca de 39 quilómetros, considerado estratégico para um município com forte potencial agrícola.
A identificação consolidou-se como demonstração de que o conhecimento direto das realidades territoriais e a priorização das intervenções de maior impacto são elementos críticos para a melhoria das condições de vida das populações.
Nova condição administrativa de Quicunzo e gestão eficiente dos recursos
Paulo Pombolo considerou que a nova condição administrativa de Quicunzo poderá abrir espaço para uma resposta mais próxima aos problemas locais, desde que os recursos públicos sejam geridos com eficiência.
“É um município que vai crescer. Tem tudo para dar certo”, afirmou, defendendo a priorização de intervenções capazes de produzir impacto direto na vida das populações e o reforço da cooperação entre as instituições do Estado e os diferentes atores sociais.
A consideração consolidou-se como reafirmação de que a elevação administrativa, quando acompanhada de gestão eficiente dos recursos e cooperação institucional, é elemento crítico para o desenvolvimento local e a resposta às necessidades das comunidades.







