Luanda, 17 de junho de 2026
O Presidente da República, João Lourenço, participou (16 de junho) por videoconferência numa Reunião de Alto Nível dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana dedicada à atual situação epidemiológica do Ébola no continente, num encontro que reuniu líderes africanos e parceiros internacionais para analisar medidas urgentes de contenção da doença.
A reunião, promovida pelo Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (África CDC), concentrou-se na avaliação do impacto do atual surto que afeta a República Democrática do Congo e o Uganda, bem como nos riscos de propagação da doença para outros países da região, num contexto marcado pela intensa mobilidade populacional e pelos desafios humanitários existentes nas zonas afetadas. O encontro consolidou-se como momento estratégico de coordenação continental para resposta à emergência de saúde pública.
Análise de dados epidemiológicos e estratégias de resposta
Durante os trabalhos, os Chefes de Estado e de Governo examinaram os mais recentes dados epidemiológicos, as estratégias de resposta em curso e os mecanismos de coordenação necessários para travar a disseminação do vírus, reforçando a importância da cooperação regional e da mobilização de recursos financeiros para apoiar os países afetados.
A cimeira analisou igualmente medidas relacionadas com o fortalecimento da vigilância sanitária nas fronteiras, o reforço dos sistemas nacionais de saúde e a implementação de mecanismos conjuntos de acompanhamento, considerados essenciais para uma resposta rápida e eficaz à emergência de saúde pública.
Características do surto e desafios específicos
O atual surto foi oficialmente assinalado em maio deste ano pela República Democrática do Congo e pelo Uganda, sendo provocado pela variante Bundibugyo do vírus Ébola. As autoridades sanitárias alertam que esta epidemia apresenta desafios acrescidos devido à inexistência de vacinas ou tratamentos específicos amplamente disponíveis para esta estirpe da doença.
Entre os fatores de risco identificados pelas autoridades africanas constam os movimentos transfronteiriços intensos, a insegurança em algumas áreas afetadas, as fragilidades dos sistemas de saúde locais e as difíceis condições humanitárias enfrentadas pelas populações. A multiplicidade de fatores consolida-se como elemento crítico na avaliação da resposta necessária.
Dados epidemiológicos e estado de alerta
Segundo os dados apresentados durante a reunião, a República Democrática do Congo e o Uganda registam, em conjunto, 532 casos confirmados e 84 óbitos associados ao atual surto, números que mantêm as autoridades sanitárias continentais em estado de alerta. Os indicadores consolidam-se como demonstração da gravidade da situação e urgência de ação coordenada.
Compromisso de Angola com segurança sanitária continental
A participação de João Lourenço no encontro reafirma o compromisso de Angola com os esforços coordenados da União Africana para o reforço da segurança sanitária continental, a prevenção de epidemias e a promoção de respostas conjuntas aos desafios de saúde pública que afetam o continente africano. O envolvimento consolida-se como reafirmação da responsabilidade de Angola na construção de mecanismos de proteção sanitária regional e continental.







