JOÃO LOURENÇO CRITICA “RETROCESSO” GLOBAL E DEFENDE REFORMA DA ONU

Luanda, 12.03.2026

O Presidente do MPLA, João Lourenço, afirmou nesta quinta-feira, 12 de Março, que a Direcção do Partido não pode ignorar as profundas transformações da ordem mundial, actualmente marcada pelo uso da força por potências que integram o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Durante a abertura da 10.ª Sessão Ordinária do Comité Central, realizada no Centro de Conferências de Belas, em Luanda, o Líder do Partido expressou desapontamento com a conduta dos países que deveriam dar exemplo no respeito aos princípios internacionalmente consagrados.

Retrocesso na ordem internacional

“Esperava-se dessas nações o exemplo, mas o que se observa é precisamente o contrário”, declarou João Lourenço, defendendo a necessidade de se analisar com atenção as consequências desse cenário para a estabilidade global.

O Presidente sublinhou que o actual rumo da comunidade internacional representa um retrocesso e tende a agravar as tensões na arena global, exigindo uma resposta coordenada dos países defensores dos princípios multilaterais.

Reforma das instituições multilaterais

O estadista reiterou a posição histórica do MPLA favorável à reforma do Conselho de Segurança da ONU e de outras instituições multilaterais, como o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio.

Para o dirigente, estas instituições precisam ser modernizadas de forma a reflectir melhor a realidade contemporânea e a permitir uma representação mais equilibrada dos interesses dos países, particularmente das nações africanas e em desenvolvimento.

Caminhos para superar a crise de governança global

O Presidente sublinhou a importância de:

  • Respeito ao Direito Internacional
  • Aplicação efectiva da Carta das Nações Unidas
  • Retorno ao multilateralismo como caminho para superar a actual crise de governança global

Estas prioridades refletem o posicionamento estratégico de Angola na arena internacional, alinhado com os princípios de soberania, igualdade entre as nações e respeito pelo direito internacional.

Solidariedade com povos afectados

O também Chefe de Estado manifestou solidariedade a todos os países e povos que enfrentam os efeitos das alterações climáticas e dos conflitos, reafirmando o compromisso de Angola com a paz, a segurança e o desenvolvimento sustentável no continente africano e globalmente.

Posicionamento do MPLA na geopolítica mundial

A intervenção de João Lourenço na 10.ª Sessão Ordinária do Comité Central reafirma que o MPLA, enquanto partido no poder, assume uma posição clara e consequente na defesa dos princípios internacionais, recusando a aceitação passiva da ordem internacional emergente baseada no uso da força e na violação do direito internacional.

Esta postura insere-se nas prioridades da Agenda Política 2026 do MPLA, que contempla a monitorização das mudanças geopolíticas e geoestratégicas globais, bem como a promoção da imagem de Angola como actor responsável e defensor dos valores multilaterais na comunidade internacional.


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