Luanda, 2 de outubro de 2026
As exéquias fúnebres de Maria Eugénia Leite Nunes Cruz, esposa de Viriato da Cruz, cofundador do MPLA, realizaram-se na sexta-feira (2 de outubro), em Luanda, com a presença de dirigentes do Partido e figuras ligadas à história política de Angola.
Falecida aos 98 anos, Maria Eugénia da Cruz nasceu em 1928, no Moxico, e exerceu funções públicas nas Alfândegas e nos Correios de Angola, antes de se ligar à causa nacionalista e seguir para o exílio em Conacri. A cerimónia consolidou-se como momento de homenagem a uma das figuras da luta de libertação nacional e de reafirmação do compromisso do MPLA com a preservação da memória dos seus fundadores e militantes históricos.
Mensagem do Bureau Político destaca o percurso da malograda
Na cerimónia, a mensagem do Bureau Político do Comité Central do MPLA foi lida pelo Coordenador da Comissão de Disciplina, Ética e Auditoria do Comité Central, Pedro Neto, que, em nome do órgão, destacou o percurso da malograda e o seu contributo para a causa nacionalista.
“Maria Eugénia da Cruz foi, assim, muito mais do que a esposa do camarada Viriato da Cruz: uma das figuras incontornáveis da história do MPLA e da luta de libertação nacional”.
A mensagem consolidou-se como reafirmação de que a participação das militantes na fundação e consolidação do movimento de libertação constitui património histórico do Partido e elemento crítico para a transmissão da sua memória às novas gerações.
Contributo para a organização do arquivo do movimento em Conacri
Na mensagem, o Bureau Político recordou igualmente a contribuição de Maria Eugénia da Cruz na organização do arquivo do então movimento político em Conacri, considerando esse trabalho fundamental para a preservação da memória documental de uma Organização que atravessava uma fase embrionária e enfrentava dificuldades materiais e organizativas.
O reconhecimento consolidou-se como demonstração de que a preservação da memória documental do Partido e a valorização dos trabalhos silenciosos que sustentaram a sua organização são elementos críticos para o conhecimento da sua história.
Testemunho de um período decisivo da história de Angola
O discurso destacou ainda a trajetória da malograda como mulher ligada a um período decisivo da história de Angola, marcado pelo colonialismo, pela mobilização nacionalista, pelo exílio e pelo processo que conduziu à Independência Nacional.
“A sua memória merece ser preservada e transmitida às novas gerações”.
O destaque consolidou-se como reafirmação de que o testemunho das figuras históricas do nacionalismo angolano e a sua transmissão às novas gerações são elementos críticos para a educação cívica e a continuidade da identidade do Partido.
Presenças institucionais na cerimónia
Entre as individualidades presentes estiveram a Vice-Presidente do MPLA, Mara Quiosa, o Secretário-Geral do Partido, Paulo Pombolo, a Secretária para Administração e Finanças, Nádia Monteiro, o membro do Conselho de Honra do MPLA, Roberto de Almeida, além de distintos diretores do Comité Central, dirigentes, quadros e outros convidados.
O Bureau Político havia já manifestado publicamente pesar pelo falecimento e reconhecido o percurso de Maria Eugénia da Cruz na luta de libertação nacional.
A presença institucional consolidou-se como demonstração de que a homenagem às figuras históricas do Partido e o acompanhamento das famílias enlutadas são elementos críticos para a coesão orgânica e o respeito pela memória fundadora do MPLA.
Condolências e compromisso com a preservação da memória
Ao concluir a homenagem, a Direção Central do MPLA apresentou as suas condolências à família enlutada e reafirmou o compromisso de preservar a memória de Maria Eugénia Leite Nunes Cruz, destacando o seu legado de dedicação, coragem e espírito de sacrifício.
O compromisso consolidou-se como reafirmação de que a preservação da memória dos militantes históricos e a valorização do seu legado são elementos críticos para a transmissão dos valores do Partido às novas gerações.





