EMÍLIA CARLOTA DIAS DEFENDE UNIDADE AFRICANA E VALORIZA PAPEL DA MULHER EM SARAU NO LARGO DAS HEROÍNAS

Luanda, 25 de maio de 2026

A Secretária-Geral da OMA, Emília Carlota Dias, destacou a unidade dos povos africanos, a riqueza cultural do continente e o papel central da mulher na construção do futuro, durante o sarau cultural alusivo ao Dia de África, realizado no domingo (24 de maio) no Largo das Heroínas, em Luanda. O encontro reuniu representantes da comunidade de mulheres africanas, corpo diplomático, autoridades locais e tradicionais, líderes juvenis e religiosos, consolidando-se como espaço de memória, identidade e convivência cultural.

Emília Carlota Dias afirmou que a presença dos convidados “engrandece a celebração” e confere ao evento elevado valor humano, político e cultural, transformando o sarau numa plataforma de diálogo multi-institucional sobre questões estratégicas do continente.

O significado do Dia de África

Ao assinalar o 25 de Maio, a dirigente recordou que a data marca a fundação da Organização da Unidade Africana, em 1963, em Adis Abeba, simbolizando “a longa caminhada dos povos africanos pela independência, liberdade e dignidade”. Para a Secretária-Geral, a efeméride reafirma a unidade de um continente que constrói o seu destino “com esforço, lucidez e esperança”.

Celebrar África, afirmou, é celebrar a diversidade de culturas, tradições, línguas, trajes, música, arte e espiritualidade. O sarau foi apresentado como espaço onde a cultura fala, a arte aproxima e a África se reconhece na sua pluralidade, consolidando a dimensão cultural como instrumento de coesão continental.

Tema: “Mulher, água e vida” na Agenda 2063

Destaque foi dado ao tema “Mulher, Água e Vida”, enquadrado na Agenda 2063 da União Africana, refletindo o compromisso com desenvolvimento sustentável e inclusão de género. Emília Carlota Dias defendeu o reforço da governação da água como prioridade existencial e estratégica, sublinhando que “falar da água é falar de vida, saúde pública, produção e estabilidade entre comunidades e Estados”.

A dirigente associou o desafio ao papel central da mulher africana, descrita como guardiã da vida, da família e da esperança, que “carrega a água, sustenta a casa e a comunidade, preserva a memória e ajuda a construir o futuro”. Esta perspetiva consolida a mulher como ator estratégico na resolução de desafios continentais e na construção de sociedades mais resilientes e inclusivas.

Mensagem de esperança e transformação

A Secretária-Geral concluiu desejando que o sarau seja momento de encontro, orgulho e fraternidade, e gesto de celebração da identidade comum do continente, afirmando que a África “continua viva, criativa, digna e capaz de transformar os seus desafios em conquistas”.

O evento consolida-se como reafirmação dos valores de unidade, dignidade e empoderamento feminino que caracterizam a ação da OMA e o posicionamento de Angola no espaço pan-africano, refletindo o alinhamento entre instituições nacionais e a agenda de desenvolvimento continental.