JMPLA PROMOVE DIÁLOGO COM JUVENTUDE RELIGIOSA

Luanda – 21.03.2026

A Juventude do MPLA (JMPLA) protagonizou nesta quinta-feira (20/03) um encontro estratégico que marca nova etapa nas relações entre a juventude angolana e as confissões religiosas, reunindo dezenas de jovens e líderes religiosos no Centro de Conferências de Belas.

Sob os pilares do diálogo, inclusão e construção de valores, a iniciativa afirmou-se como espaço de escuta ativa e convergência de ideias para o futuro do país, demonstrando o compromisso da JMPLA em mobilizar a população mais jovem em torno de objetivos comuns de desenvolvimento e estabilidade social.

Juventude como força determinante para Angola

Na abertura do evento, o Primeiro Secretário Nacional da JMPLA, Justino Capapinha, destacou o papel central da juventude na construção de uma Angola mais justa, humana e unida. O dirigente enfatizou que “a juventude religiosa tem uma missão nobre: formar consciências, fortalecer valores e ser exemplo na sociedade”, reiterando que o encontro representa um compromisso real com o futuro e não apenas um ato simbólico.

Capapinha sublinhou a importância de jovens protagonistas, críticos e construtores da paz, capazes de contribuir ativamente para a estabilidade institucional do país. A mensagem refletiu a orientação política de mobilizar a maior força demográfica de Angola na consolidação dos objetivos nacionais e na preparação para os desafios do desenvolvimento.

Diálogo entre fé e valores éticos

O programa integrou momentos de elevado simbolismo patriótico, iniciando com a entoação do Hino Nacional e minuto de silêncio em homenagem aos heróis da pátria. Seguiram-se expressões culturais que reforçaram a identidade angolana, antes da abertura do espaço de diálogo entre os líderes das confissões religiosas filiadas à JUCICA (Juventude das Confissões Religiosas de Angola) e os jovens presentes.

As intervenções abordaram temas de relevância social contemporânea, desde a prevenção de comportamentos de risco até à necessidade de reforçar valores éticos numa sociedade em transformação. O Director-Geral da JUCICA, Manuel Felisberto Chivinda, ressaltou que “a juventude angolana não pode estar dividida por crenças, mas unida por valores”, defendendo que a religião deve ser ponte e nunca barreira para a coesão social.

Chivinda enfatizou a urgência de fortalecer o papel das organizações religiosas na educação moral dos jovens, criando cidadãos mais conscientes, disciplinados e comprometidos com o desenvolvimento nacional.

Demonstração de maturidade e vontade de contribuir

O encontro destacou-se não apenas pela excelência organizacional, mas sobretudo pela qualidade do debate e participação ativa dos jovens, que demonstraram maturidade, espírito crítico e disposição em contribuir para os destinos do país. O ambiente foi marcado por abertura, respeito mútuo e clara intenção de construir consensos, refletindo o dinamismo da população jovem no tecido social angolano.

Justino Capapinha apresentou balanço profundamente otimista do encontro, destacando que “a juventude angolana mostrou estar preparada para assumir responsabilidades e liderar transformações”. O Primeiro Secretário Nacional ressaltou dados demográficos significativos: “Os dados do censo são claros, os jovens são a maioria em Angola. Isso significa que são a maior força do país. E quando essa força é bem orientada, não há desafio que não possamos vencer.”

Numa mensagem de incentivo aos participantes, Capapinha afirmou: “Acreditem em vocês, invistam no conhecimento, preservem os valores e nunca desistam de Angola. O futuro começa agora, e começa com cada jovem aqui presente.”

O encontro contou com a presença da Segunda Secretária Nacional da JMPLA, Decremilda Sachula, e outros membros do comité nacional da organização juvenil do MPLA, reforçando o peso institucional e político da iniciativa. A atividade integra-se no programa “JMPLA AO ENCONTRO DA JUVENTUDE” e reafirma o compromisso da organização juvenil em mobilizar e capacitar a população mais jovem para a construção coletiva do desenvolvimento nacional.

A JUCICA, composta por 24 igrejas, completa neste período 49 anos de existência, marcando trajetória significativa de diálogo interconfessional e contribuição para a coesão social em Angola.