
Luanda, 12.03.2026
O Presidente do MPLA, João Lourenço, orientou nesta quinta-feira, 12 de Março, em Luanda, a 10.ª Reunião Ordinária do Comité Central, com vários objectivos, entre os quais a convocação do 9.º Congresso Ordinário do Partido e a aprovação dos documentos que irão nortear o processo orgânico.
Transparência, participação e inclusão
No discurso de abertura dos trabalhos, João Lourenço destacou a importância do momento para a vida interna do MPLA, sublinhando a necessidade de conduzir um processo transparente, participativo e inclusivo, que reflicta os princípios democráticos internos do Partido.
Medida inovadora: 15 por cento de vagas reservadas para a base
Durante a sua intervenção, o líder do Partido anunciou uma proposta inovadora no âmbito da renovação dos órgãos partidários, que prevê a reserva de, pelo menos, 15 por cento das vagas para militantes provenientes da base, especificamente dos comités de acção.
“A boa-nova é que propomos para o 9.º Congresso Ordinário do MPLA que, pelo menos, 15 por cento dos candidatos a membros do Comité Central e dos comités intermédios venham da base, isto é, dos comités de acção”, afirmou João Lourenço.
O Presidente do MPLA explicou que esta medida visa “conferir justiça na selecção dos candidatos” e valorizar o trabalho dos militantes que “vivem o dia-a-dia do povo”, reconhecendo a sua contribuição determinante para a dinamização organizativa do Partido.
Representação da “verdadeira dinâmica e vitalidade” do Partido
João Lourenço defendeu que esta abordagem garantirá que aqueles que são “a verdadeira dinâmica e vitalidade” do Partido estejam “fortemente representados nos diferentes órgãos de direcção”, assegurando uma renovação democrática e fundamentada na realidade das comunidades.
Balanço e orientações futuras
Para além da preparação do Congresso, a reunião do Comité Central procedeu ao balanço do trabalho desenvolvido no mandato em curso e delineou as orientações futuras, com um olhar particular para as Eleições Gerais de 2027.
Intensificação do trabalho de base
O Presidente alertou para a necessidade de intensificar o trabalho de base e o contacto directo com o cidadão, reconhecendo os desafios da mobilização eleitoral.
“Não podemos adormecer. De que vale termos documentos e realizarmos actos de massas se, no dia das eleições, os nossos militantes e simpatizantes não se dirigirem às assembleias de voto?”, questionou João Lourenço, reafirmando a importância crítica da mobilização efectiva.
Aprimoramento da base estatística e crescimento organizativo
O Líder partidário sublinhou a importância de:
- Aprimorar a base estatística do Partido
- Definir uma estratégia de crescimento e angariação de novos militantes
- Manter o diálogo com os diferentes estratos da sociedade angolana, incluindo os “fazedores de opinião”
Mobilização política digital e combate à desinformação
João Lourenço considerou que “a mobilização política nas redes sociais e o combate à desinformação são, nos dias que correm, lados inseparáveis da vida pública e da disputa pelo poder”.
“As plataformas digitais tornaram-se ferramentas poderosas para engajar cidadãos, mas também abriram espaço para a manipulação e disseminação de notícias falsas”, alertou, referindo-se à actuação de “adversários e opositores políticos” que utilizam esses meios para promover o “assassínio do carácter, da honra e do bom-nome” dos dirigentes do Partido.
Rejeição da intolerância política
O Presidente deixou críticas àqueles que continuam a promover “o ódio, a violência e a intolerância política” no seio da população, apesar do “clima de grande abertura democrática” que se verifica no país.
Um congresso preparado para os desafios eleitorais de 2027
A 10.ª Reunião Ordinária do Comité Central marca o encerramento de um período de preparação intensa e o início da fase final de organização do 9.º Congresso Ordinário do MPLA, que será decisivo para a renovação da liderança partidária e para o posicionamento do Partido em face aos desafios das Eleições Gerais de 2027.
A medida inovadora de reserva de vagas para a base reafirma o compromisso do MPLA com a democracia interna, a inclusão de diferentes gerações de militantes e a valorização da dinâmica local como fundamentos de uma organização forte, coesa e legitimada.
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