A FORÇA ORGÂNICA DA MULHER ANGOLANA NO 8.º CONGRESSO DA OMA

Luanda, 02.03.2026

O 8.º Congresso Ordinário da Organização da Mulher Angolana (OMA), realizado de 28 de Fevereiro a 1 de Março de 2026, no Centro de Conferências de Belas, em Luanda, voltou a demonstrar que a vitalidade das organizações políticas se mede, acima de tudo, pela sua capacidade de mobilização, organização e legitimação interna.

Mobilização que legitima

A apresentação dos resultados eleitorais, feita pela coordenadora da Comissão Eleitoral, Eduarda Magalhães, não foi apenas um acto formal — foi a consagração de um processo que reafirma a força estrutural da organização feminina do MPLA.

A participação de 2.472 delegadas, num universo previsto de 2.501, revela um elevado sentido de responsabilidade política. Num contexto em que muitas organizações enfrentam desafios de mobilização, a OMA mostrou coesão e compromisso. Essa presença massiva não é apenas um dado estatístico — é a prova de que a mulher angolana continua engajada nos destinos da sua organização e, por extensão, do País.

Consenso e confiança interna

Os resultados eleitorais confirmam essa unidade. A eleição do Comité Nacional com cerca de 95 por cento de votos favoráveis e a escolha da Secretária-Geral com 97 por cento de apoio demonstram uma base sólida de confiança. Percentagens tão expressivas traduzem consenso interno e reforçam a legitimidade dos órgãos agora eleitos para conduzir os próximos desafios políticos e sociais da Organização.

Importa sublinhar que o processo foi conduzido com base no regulamento eleitoral da OMA, com esclarecimentos prévios sobre a metodologia e apresentação formal das candidaturas. Este detalhe, aparentemente técnico, é politicamente relevante — revela respeito pelas normas internas e consolidação da cultura organizativa.

Democracia interna não se resume ao acto de votar, mas também à clareza das regras e à transparência dos procedimentos.

Representatividade e responsabilidade

A eleição das 299 integrantes do Comité Nacional e das 32 suplentes reforça a dimensão representativa da estrutura. Trata-se de um corpo dirigente alargado, com responsabilidade directa na implementação das orientações estratégicas aprovadas no congresso.

A amplitude da lista eleita aponta para inclusão e diversidade de experiências, factores essenciais para responder às exigências actuais da mulher angolana em toda a sua pluralidade social, geracional e territorial.

Símbolo de força e projecção futura

O momento simbólico em que se exclamou “Olha a força da mulher angolana!” resume o espírito do congresso. Não se trata apenas de uma expressão emotiva — é uma afirmação política.

A mulher angolana tem desempenhado papel determinante na história do País e continua a ser pilar fundamental na construção social, económica e política de Angola.

Num tempo em que os desafios sociais se tornam cada vez mais complexos, a OMA assume novamente a missão de transformar participação em desenvolvimento, inclusão em políticas concretas e mobilização em conquistas reais.

Mais do que números: confiança como capital estratégico

O 8.º Congresso não foi apenas um exercício eleitoral — foi a reafirmação de que a Organização permanece estruturada, legitimada e preparada para enfrentar o futuro.

Mais do que números, os resultados representam confiança. E confiança, em política, é capital estratégico — a base sobre a qual a mulher angolana continuará a fortalecer a sua presença e influência na construção de um País mais justo, inclusivo e próspero.


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