Windhoek: Mbinda elogia combatentes angolanos e namibianos

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O secretário do Bureau Político do MPLA para as Relações Internacionais, camarada Afonso Van-Dúnem “Mbinda” discursoou ontem (29), na abertura do 5º Congresso da SWAPO que decorre em Windhoek.

Windhoek, 30/11 - O secretário do Bureau Político do MPLA para as Relações Internacionais, camarada Afonso Van-Dúnem “Mbinda”, elogiou, quinta-feira (29), o papel dos jovens combatentes namibianos que, ao lado dos seus irmãos angolanos, das então FAPLA, lutaram, em Angola, contra a agressão exército da então racista África do Sul e dos seus agentes.

Aquele dirigente intervinha na abertura do 5º Congresso da SWAPO (Organização do Povo do Sudoeste Africano – partido do Governo da Namíbia), que decorre desde ontem (29) até ao dia dois de Dezembro.

Naquele fórum, Mbinda recordou que “esses jovens, juntos, davam verdadeiro sentido à palavra de ordem lançada nos primórdios da nossa independência, pelo Presidente Neto: ‘No Zimbabwe, na Namíbia e na África do Sul está a continuação da nossa luta’”.

Segundo testemunhou, foram enormes os sacrifícios consentidos por aqueles jovens, para que “pudéssemos estar aqui hoje, numa Namíbia independente”.

Sobre a célebre a Batalha do Cuito Cuanavale, como o ponto mais alto da bravura desses jovens, que, apoiados pelos internacionalistas cubanos, infligiram uma clara derrota ao exército do apartheid, Mbinda sublinhou que esse feito marcou uma viragem decisiva na guerra, que se alastrava há anos.

A vitória das FAPLA no Cuito Cuanavale, em 23 de Março de 1988, fez  com que os agressores aceitassem os Acordos de Nova Iorque, que determinaram a implementação da Resolução 435/78, do Conselho de Segurança da ONU, com vista à independência da Namíbia e o fim do regime de apartheid na África do Sul.

Nesta senda, o secretário Mbinda reafirmou o reconhecimento do MPLA e do povo angolano ao Partido Comunista de Cuba e ao povo cubano, pela sua contribuição e pelos sacrifícios consentidos, a favor da libertação de Angola e de outras partes do continente africano.
Afonso Mbinda lembrou ser necessário “continuar a diferenciar, devidamente, os sítios memoráveis da nossa resistência comum ao colonialismo e apartheid, tal como já se fez com o memorial no Cuito Cuanaval”.

Assim, sugeriu, como próxima etapa, a construção de um memorial na localidade de Cassinga, na província da Huíla (sul de Angola), onde morreram cerca de 600 refugiados namibianos, na sequência de um bombardeamento da aviação sul-africana contra um acampamento sob cuidados da SWAPO, em 1978.

AB

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