Visita do PR do Tchad: Discurso do Camarada Presidente JES

Idriss Déby foi agraciado, no dia 15 de Abril de 2014, no Palácio Presidencial, em Luanda, com um almoço oficial, durante a sua visita a Angola, de 24 horas.

 

Luanda, 16 ABRIL 14 – “É para nós motivo de grande satisfação receber em Angola Vossa Excelência e a delegação que o acompanha.

Espero que durante a vossa visita, a primeira a tão alto nível, possam apreciar a hospitalidade do povo angolano e a amizade que este dedica aos seus irmãos tchadianos.

Estou certo de que esta visita vai contribuir para o reforço da cooperação entre os nossos dois países, no plano bilateral e, também, no âmbito da CEEAC, enquanto vector importante para a criação de um ambiente de paz e segurança e para a promoção da integração económica regional.

A paz e a segurança são, com efeito, dois pilares, sem os quais não é possível alavancar o desenvolvimento, o progresso social e o bem-estar dos nossos povos.

A história recente comprovou, em várias ocasiões, a actualidade e pertinência desta premissa, com exemplos concretos na nossa sub-região, entre os quais o da República de Angola.

Neste sentido, é justo sublinhar a responsabilidade da CEEAC em contribuir, também, para este desiderato, promovendo em concreto o respeito pelos direitos humanos e pela autoridade do Estado, assente no Direito e em princípios democráticos.

Só para dar um exemplo, a situação actualmente prevalecente na República Centro-Africana constitui, pela sua dimensão e implicações, uma ameaça à paz e segurança da sub-região e compromete os esforços de desenvolvimento que os restantes países que a integram levam a cabo, no âmbito da CEEAC.

As iniciativas empreendidas pela comunidade internacional, ao mobilizarem as forças das Nações Unidas e da MISCA, para se juntarem às forças de estabilização da CEEAC, merecem o apoio de todos os países, porque representam uma oportunidade para se restabelecer a normalidade constitucional no país.

As dificuldades ainda existentes e a interacção e complexidade dos factos torna muito difícil a resolução do problema, se não houver vontade política por parte dos próprios centro-africanos e coerência na ajuda que os países da sub-região dão para a resolução definitiva e duradoura desse conflito interno.

Para o efeito, é preciso garantir que o processo de transição decorra num clima de estabilidade e que a sua duração seja suficiente para se restabelecer a administração do Estado e o sistema de Defesa, Segurança e Ordem Pública, de modo que estes possam cumprir, de forma sustentada, as funções e responsabilidades inerentes ao exercício da sua autoridade.

Para esse efeito, o Governo angolano está disponível para juntar os seus esforços aos dos países da nossa sub-região para ajudar aquele país irmão a reorganizar-se.

Exprimo a minha preocupação pelos casos graves que ocorrem, opondo a população civil e as forças de manutenção da paz, de que resultaram vítimas mortais.

Essas situações devem ser prevenidas ou reparadas, de modo exemplar e inequívoco.

Tenho esperança de que a gravidade da questão seja devidamente assumida e que se adoptem as medidas enérgicas e pertinentes para que casos dessa natureza não se voltem a repetir.

A República de Angola saúda as iniciativas levadas a cabo pelo Senhor Presidente, na sua qualidade de Presidente em Exercício da CEEAC, com vista à busca de uma solução duradoura para o conflito na República Centro-Africana e reafirma-lhe o seu apoio, assim como o seu desejo de contribuir, igualmente, para a resolução dos conflitos no leste da República Democrática do Congo, exprimindo a sua convicção de que o diálogo e a negociação se afirmaram como via privilegiada para a resolução pacífica da crise no sul do Sudão, que constitui, também, um motivo de preocupação para todos.

Renovo os meus votos de uma boa estadia em Angola, para Vossa Excelência e sua delegação e convido os presentes a erguerem as suas taças num brinde à saúde e longa vida do nosso ilustre visitante”.

PortalMPLA/AB

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