VERDADE, INIMIGO NÚMERO UM DA UNITA – Eduardo Magalhães
“Nenhuma surpresa, para quem até chegou a cogitar a divisão de Angola em dois pólos: norte e sul”.
Luanda, 13 AGOSTO 17 (DOMINGO) - Cada vez que um responsável da UNITA abre a boca, para destilar ódio contra o MPLA, escancara a fragilidade que sustenta os próprios argumentos.
Os apelos desesperados contra o MPLA e a insinuação de que a província de Cabinda não é parte do nosso território são os mais recentes atestados da incapacidade deste partido, de compreender o nosso País e o nosso povo.
Esses gestos consolidam o completo abandono do mais tenro grau de espírito democrático. A UNITA, fadada a ocupar o posto de terceiro partido na preferência popular, atira indiscriminadamente para todos os lados, desculpem a redundância, na vã tentativa de manchar a imagem do mais querido partido entre os angolanos: o MPLA.
O vice-presidente da UNITA, Raul Danda, adoptado como quadro desertor, esquece que foi acolhido de forma digna pelo poder do MPLA, quando fugiu, aterrorizadamente, de Jonas Savimbi.
Aqui chegado, em Luanda, em 2002, recebeu, num órgão público da comunicação social, o estatuto de jornalista sénior e um posto de Direcção. Ao chegar, naquela oportunidade, fedorento e desnutrido, recebeu guarida de quem hoje acusa de diferentes asneiras. Um típico exemplo de alguém que “cospe no prato onde comeu”.
Samakuva ultrapassa os limites da racionalidade e revela que a população de Cabinda não é angolana. Nenhuma surpresa, para quem até chegou a cogitar a divisão de Angola em dois pólos: norte e sul.
Ocorre que Angola e angolanos são muito maiores do que a ambição desmedida daqueles que visam, apenas, estar no poder, sem ao menos apresentar uma proposta digna do nosso respeito.
O MPLA cresce e consolida-se como a maior força política do País, porque é o reflexo das aspirações do nosso povo. Histórias de luta e de superação, que são confundidas e que compõem o desejo único de um futuro melhor para todos, de Cabinda ao Cunene e do mar ao leste.
A derrota indiscutível nas urnas vai servir de exemplo, para que a UNITA faça uma autocrítica, que nunca fez. Ainda é possível tentar salvar o seu próprio futuro, pois, o passado e o presente já não consegue mais.
PoralMPLA/EM/AB