Uso de máscara no interior da viatura divide cidadãos

Dentre os vários aspectos que configuram novidades do Decreto Presidencial de actualização das medidas de prevenção e controlo da propagação do vírus SARS-CoV-2 e da doença COVID-19, publicado no dia 8 de Agosto corrente, está a obrigatoriedade do uso da máscara facial dentro da viatura, aspecto que, apesar de ser de lei, está a criar divergências entre os cidadãos.

Explicando as razões objectivas para a adopção da referida medida, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, especialista na matéria, disse que “se a pessoa infectada deixar de usar a máscara poderá libertar partículas através da tosse ou do espirro, espalhando o vírus para o interior ou exterior do veículo por longas horas ou vários dias, colocando em risco a saúde dos utentes”.

O ar condicionado da viatura, explicou o especialista em saúde pública, também pode servir de reservatório do vírus Sars-Cov-2 e ao abrir as portas do carro pode-se espalhar para a atmosfera, daí a razão da obrigatoriedade do uso correcto da máscara facial mesmo que a pessoa esteja sozinha dentro do veículo, visando a protecção de todos os outros cidadãos, concluiu.

Munfinda garantiu ainda a existência de estudos científicos que indicam que uma pessoa sintomática ou assintomática da Covid-19 pode libertar partículas ricas em vírus, que se podem alojar em qualquer lugar da viatura, colocando em risco a vida de qualquer utente.

O uso correcto e obrigatório da máscara facial no interior da viatura começou a ser implementado ontem em todo o território nacional, no âmbito da segunda fase de actualização das medidas contidas no Decreto Presidencial que declara a Situação de Calamidade Pública, que vigora no país desde o dia 26 de Maio.

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