Tributo às mulheres angolanas, que lutaram pela independência de Angola

“Langidila - Diário de um exílio sem regresso” integrou cineastas de Angola, de Moçambique e do Brasil.

Luanda, 26 AGOSTO 15 (4ª FEIRA) – “Foi um tanto afortunadamente, que, durante a minha primeira deslocação à República Popular do Congo, em Junho de 1974, me veio parar às mãos o diário de uma combatente angolana, que, por sinal, foi minha irmã” - Roberto de Almeida.
Na história da literatura ocidental, alguns diários mereceram páginas de exaltação inesquecível como, por exemplo, o Diário de Anne Frank e o Diário de um pároco de aldeia.
Entre nós, em Angola, tal subgénero memoralístico ainda é desconhecido pelo que a obra Langidila - Diário de um exílio sem regresso, mesmo sendo póstuma, deve-se ter como pioneira.
Num tricô de cerca de 216 páginas, a nacionalista angolana Deolinda Rodrigues, aliás, Deolinda Rodrigues Francisco de Almeida, expõe-se, de modo sincero, claro e palpitante, com expressões de um revolucionarismo contagiante, as suas vivências e peripécias, experimentadas dia-após-dia, naqueles conturbados tempos, em que, com o fim das duas grandes guerras mundiais, a África respirava um clima de generalizado esplendor revolucionário.
Langidila - Diário de um exílio sem regresso foi uma produção complexa, que integrou cineastas de Angola, de Moçambique e do Brasil. Iniciada em finais de 2010 e terminada em finais de 2014, o filme reúne depoimentos de vários nacionalistas e amigos, que conviveram e lutaram com Deolinda Rodrigues. Mais de 30 personalidades deixam, aqui, o seu testemunho dos momentos importantes que marcaram a vida desta nacionalista e de suas companheiras.
O documentário, de duas horas de plena emoção, é um tributo às mulheres angolanas, que lutaram pela independência nacional.
PortalMPLA/AB
Fonte: Realização

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