SG do MPLA apela jovens a cuidarem da independência e da paz

O camarada Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse” publicou, segunda-feira (03), em Luanda, a sua obra literária sobre a vida e a luta do comandante Hoji-ya-Henda, o patrono da juventude angolana. Na foto, o autor com os familiares do combatente heróico do MPLA (Leia mais no BLOG ÉME).

Luanda, 05 FEVEREIRO 14 - O secretário-geral do MPLA, camarada Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”, apelou (03) a juventude angolana a respeitar e a estimular a preservação da independência nacional de Angola e a paz.
Aquele dirigente falava na cerimónia de lançamento do seu livro de contribuição histórica, intitulado “A PIDE NA ROTA DE JOSÉ MENDES DE CARVALHO ‘HOJI-YA-HENDA’”, realizada, na tarde da última segunda-feira (03), no átrio do Memorial António Agostinho Neto, em Luanda.
O autor, ele próprio um combatente do MPLA, particípe directo da Luta Armada de Libertação Nacional de Angola, situou-se como pertencendo a uma geração que cresceu embalada e inspirada pelo sonho madrugador da liberdade, de uma Angola independente, desenvolvida e justa.
Nas suas palavras, “vem de longe a chama deste sonho dos nossos antepassados. Vem dos combatentes da liberdade, vem de muitos angolanos anónimos, que ousaram, com intrepidez, afrontar os alicerces do sistema colonial, aparentemente fortes e intransponíveis”.
O autor lembrou que viu brilhar essa chama nos olhos de muitos angolanos, em particular nos do seu pai, a quem rendeu homenagem, pois que foi um dos que, desde a sua prisão, pela PIDE/DGS, na aldeia Musseque Dembo (Barra do Dande), a dois de Marco de 1961, nunca mais se soube dele.
Por tudo isso, disse que o objectivo fundamental de trazer à luz a obra “A PIDE NA ROTA DE JOSÉ MENDES DE CARVALHO ‘HOJI-YA-HENDA’”, através do seu exemplo de vida e obra, como um dos ícones do nacionalismo moderno angolano, tem como relevância o despertar da consciência patriótica da juventude, sobre a necessidade de se respeitar, dignificar e estimular a preservação da independência e da paz.
Dino Matrosse fez questão de lembrar aos presentes, que “somos um país com história, valores, cultura e identidade própria, que percorre várias fases de integração, algumas mais difíceis e outras aparentemente fáceis, em que as várias gerações se pontificam pelo seu legado e se reconhecem nas diferenças, sócio-culturais e políticas, em busca da partilha de prosperidade da nova Angola, em plena construção”.
Segundo o SG do MPLA, os motivos das suas memórias está na luta pela libertação de Angola, num momento em que o país, coincidentemente, comemorava o 04 de Fevereiro, que, neste ano, assinalou o 53º aniversário do início da luta armada, “uma data de profunda reflexão sobre a necessidade de continuarmos, de forma mais acutilante, a preservar a memória histórica do nosso país”.
Ainda na sua intervenção, insistiu que a juventude angolana tem um papel importante e proeminente a jogar, para a preservação da coesão e unidade da Nação, seguindo o exemplo de jovens que, no passado recente, protagonizaram os grandes feitos da luta pela independência nacional e pela paz.
“Só assim poderemos honrar o passado e a nossa história, construindo no presente o homem novo. Levantemos bem-alto a bandeira que Agostinho Neto, Hoji-ya-Henda e tantos outros filhos de Angola ergueram, do mesmo modo, para o alcance da independência e da paz”- concluiu.
PortalMPLA/ER/AB

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