SG da OMA: Quadro da criminalidade em Angola é assustador

A camarada Luzia Inglês Van-Dúnem “Inga” exigiu, segunda-feira (18), em Luanda, uma atitude enérgica do Estado, suficientemente dura, para inibir comportamentos criminosos, principalmente sobre mulheres e crianças.

Luanda, 19 JANEIRO 16 (3ª FEIRA) - A secretária-geral da OMA, camarada Luzia Inglês Van-Dúnem “Inga”, na foto, defendeu, segunda-feira (18), em Luanda, uma actuação mais vigorosa dos órgãos sob tutela do Ministério do Interior, de modo a desencorajar a violência doméstica e punir, de forma severa e exemplar, os crimes de violação sexual.
Aquela dirigente feminina analisou, conjuntamente com o ministro do Interior, Ângelo da Veiga Tavares, o problema da violência doméstica e sexual, no plano da revisão do novo Código Penal de Angola.
Inga referiu que o combate à violência nos lares e fora deles não é, apenas, tarefa do Ministério do Interior, dos seus órgãos ou, mesmo, da OMA, mas de toda a sociedade. “Se não nos mobilizarmos todos, para enfrentarmos este fenómeno, acabaremos penalizados pela nossa própria negligência. Daí ser necessário sanções mais rígidas, para que os autores dos crimes ganhem consciência dos seus actos”.
A SG da organização feminina do MPLA, o Partido do Governo em Angola, disse ser bastante esclarecedor o facto de a OMA ter registado, durante o ano de 2015, cerca de sete mil casos de violência, só em Luanda, a capital do país.
“O quadro é assustador e impõe-se uma atitude enérgica das entidades de direito, suficientemente dura, para inibir comportamentos criminosos, principalmente sobre mulheres e crianças”, sublinhou Luzia Inglês.
Por seu lado, o comandante-geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, também presente no encontro, revelou que a corporação regista uma média diária de quatro crimes e que a maior parte das vítimas são crianças e idosas. “É um fenómeno que estamos a combater, mas os crimes geralmente são praticados por pessoas conhecidas ou familiares próximos”, sublinhou.
PortalMPLA/AB

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