Reflexões do Camarada José Eduardo dos Santos, o Arquitecto da Paz

“O MPLA declarou, em 1956, que o colonialismo não cairia sem luta” – 11.11.15.

Luanda, 02 FEVEREIRO 16 (3ª FEIRA) - “O colonialismo não teria durado tanto tempo, se os angolanos fossem mais coesos, ou se conseguissem realizar a união de todas as forças nacionalistas mais cedo. Esta união, de facto, foi alcançada nalguns momentos, mas durou muito pouco tempo.
Depois da 2ª Guerra Mundial, que terminou em 1945, a resistência ao colonialismo assumiu uma forma superior de luta.
Surgiram alguns intelectuais e quadros, com conhecimentos teóricos e visão estratégica, que permitiram lançar as bases para começarem a ser criados os partidos políticos e movimentos de libertação nacional, para mobilizar e aglutinar as massas populares, no campo e nas cidades, para a luta, sem olhar a origem étnica, racial ou religiosa. A nossa Luta de Libertação Nacional deu um grande salto qualitativo.
Depois de analisar a situação política do país e constatar a recusa de Portugal, de conceder a independência nacional ao povo angolano, um dos movimentos nacionalistas – o MPLA - declarou, em 1956, que o colonialismo não cairia sem luta e, em 04 de Fevereiro de 1961, deu início à Luta Armada de Libertação Nacional, que se ampliou sob o impulso da UPA/FNLA, no dia 15 de Março, no norte do país, mantendo-se essa luta até à queda do colonialismo.
Tudo levava a crer que o MPLA, a FNLA e a UNITA, que se afirmavam, no terreno da luta armada, como movimentos de libertação, iriam ultrapassar rapidamente as suas divergências e acelerar a derrota do exército colonial português. Mas isso não aconteceu, porque a unidade não foi alcançada.
Os nossos inimigos e adversários continuaram ‘a dividir para melhor reinar’, no plano político interno e internacional e foram necessários 13 anos para levar o exército colonial à exaustão, por causa da guerra, não apenas em Angola, mas, também, na Guiné-Bissau e em Moçambique. Isto levou as Forças Armadas Portuguesas a efectuarem um golpe de Estado em Portugal.
Assim, o Governo português não teve condições para continuar a sua política e teve de negociar e estabelecer o cessar-fogo e o Acordo de Alvor para a Independência de Angola.
Formou-se, então, em 31 de Janeiro de 1975, um Governo de Transição misto, com representantes de Portugal e dos movimentos de libertação, com vista a criar condições para a transferência de poder ao vencedor das eleições, a realizar antes do 11 de Novembro de 1975”.
In Mensagem à Nação,
no 40º aniversário da Independência Nacional de Angola (11.11.15).
PortalMPLA/AB

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