PROGRESSO SOCIAL: Sementes do amanhã na Quiminha – Eduardo Magalhães

“O Governo de Angola investe na diversificação da economia, ao mesmo passo que dá respostas imediatas aos anseios dos pequenos e médios produtores” – 08.04.16.

 

Luanda, 08 ABRIL 16 (6ª FEIRA) - Antes de falarmos da produção de milho e de soja na localidade da Quininha, no município de Icolo e Bengo, convém destacarmos a importância da cultura destes produtos na economia mundial.

Ainda que, no caso específico de Angola, estejamos a falar do mercado interno, nunca é demais recordar que a agricultura e o meio rural do nosso país foram vítimas de um interregno imposto por longos conflitos armados, registados na nossa história recente.

Importa saber que os maiores produtores mundiais de milho são os Estados Unidos da América, a República Popular da China e o Brasil. Nesses países, elementos característicos da “pequena agricultura”, ou da agricultura camponesa e, também, da familiar, aos poucos deram lugar às novas práticas e meios de produção.

Decorrente do avanço técnico, chegou-se a presumir que a produção para o autoconsumo ou o consumo de pequena escala estivessem em extinção. No entanto, estes modelos permanecem uma estratégia recorrente entre os agricultores familiares e revestem-se de fundamental importância no contexto social.

Cientes disso, antes que sejam manifestadas as opiniões dos habituais adeptos da teoria do “isto é Angola”, usada por eles como expressão da descrença no nosso país e no nosso povo, precisamos entender que existe um processo evolutivo nos países, supracitados e que, ao avaliarmos as sementes lançadas, passe a redundância, do Projecto Integrado de Desenvolvimento Agrícola da Quiminha, ocorrida no último quatro de Abril, com a destacada presença do Presidente da República de Angola, Camarada José Eduardo dos Santos, Titular do Poder Executivo (na foto), podemos afirmar que o Governo de Angola investe na diversificação da economia, ao mesmo passo que dá respostas imediatas aos anseios dos pequenos e médios produtores, na medida em que assegura o acesso ao crédito e a condições técnicas e sociais dignas, no combate vitorioso à fome e à pobreza.

A propósito da data escolhida para o lançamento do projecto, o 04 de Abril, recordemos que o ambiente de paz e de reconciliação nacional, somado à conquista da Independência Nacional, em 11 de Novembro de 1975, compõem o cenário indispensável para falarmos das sementes da inclusão social, da diversificação da economia e da criação de postos de trabalho directos e indirectos, pois os frutos de todas essas boas sementes virão em forma de uma democracia cada vez mais sólida.

De volta aos avanços que teremos nos sectores agrícola e social, lembremos do imediato impacto que a produção do milho e da soja, num sistema de cultura de rotação, terão na cadeia produtiva do leite, de ovos e da carne bovina, suína e de aves, o que faz girar a economia e favorecer, em todas as etapas, a cadeia de crescimento e de desenvolvimento, com justiça social.

Quando somarmos tudo isso à capacidade de escoamento, será possível avançar para técnicas mais ousadas de produção.

O surgimento de algo tão grandioso, como é este projecto da Quiminha, faz com que os angolanos continuem a acreditar no seu país, no seu Governo e na capacidade criadora do povo, na certeza de que estão a meter boas sementes à terra, em oposição aos semeadores de vento.

PortalMPLA/EM/AB

 

 

 

 

 

 

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