PONTO DE VISTA: Dois anos à frente dos destinos de Angola

“Ainda é muito cedo para um juízo acabado sobre a governação, iniciada em 2017”.

PortalMPLA, 26 SETEMBRO 19 (5ª FEIRA) - São passados dois anos de governação do MPLA, desde 26 de Setembro de 2017, momento da investidura do Camarada João Lourenço, como Presidente da República.

Em volta de grandes expectativas, uma gama de projectos estão inscritos nos vários domínios da vida do País, em busca de soluções para as grandes questões de natureza política, económica, social e cultural.

O actual Chefe do Executivo angolano, íntegro ao Programa de Governo do MPLA para o período 2017/2022, sufragado nas urnas e atento às vontades dos vários segmentos sociais, iniciou este período com mais abertura democrática, em todos os domínios.

A abertura política traduziu-se numa maior aproximação e diálogo com as diferentes forças políticas e da sociedade civil, não só sobre o processo autárquico, cujas primeiras leis mereceram consenso no Parlamento, como também promoveu a auscultação e o diálogo com várias sensibilidades sobre as múltiplas questões da vida nacional.

A abertura informativa é outro aspecto importante da democratização do País, caracterizada, sobretudo, pelo novo papel da imprensa pública e dos fazedores de opinião, no âmbito do reforço dos direitos dos cidadãos à informação.

Outro vector importante a considerar, ainda nos dois anos de aplicação do Programa de Governo do MPLA, prende-se ao combate contra todos os males que afectam a sociedade, em particular a corrupção, a bajulação, o nepotismo e a impunidade, práticas que fragilizam as instituições democráticas, minam a confiança dos cidadãos e dos investidores, para além da perda de credibilidade do próprio País.

É com esse propósito que o Executivo continua a tomar as medidas necessárias para melhorar o que está bem e corrigir o que está mal. Nesta vertente, destaca-se a instauração de um clima propício ao crescimento económico, a geração de empregos e rendimentos.

Está em curso o Programa de Estabilização Macroeconómica, que conta com o apoio do Fundo Monetário Internacional, o que, certamente, contribuirá para o aumento da credibilidade das reformas económicas em curso, com reflexos positivos num acesso mais favorável de Angola ao mercado financeiro internacional.

O Programa de Apoio à Produção Nacional, de Promoção das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), com vista a melhorar o ambiente de negócios no País e atrair o investimento privado, quer nacional como estrangeiro, é mais uma das acções de impacto que o Executivo está a desenvolver.

Este programa proporcionará o aumento da produção nacional, mais emprego, o aumento dos rendimentos das populações e, por conseguinte, melhoria da qualidade de vida dos angolanos e o combate à pobreza.

Na mesma perspectiva, o Executivo aprovou o programa de privatizações de várias empresas, em que o Estado é o actual proprietário ou tem participações, como forma de reduzir a participação do Estado na economia e reforçar a participação do sector privado.

O Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) constitui-se num elemento catalisador, pois, conferirá uma actuação mais interventiva dos 164 municípios que conformam o país, evidenciando, efectivamente, a redução do carácter centralizador da Administração do Estado.

No domínio social, inúmeras acções estão sendo implementadas, com destaque para a construção de escolas, construção e reabilitação de hospitais, vias de comunicação, entre outras.

Para terminar esta súmula, destacam-se as intensas actividades diplomáticas conduzidas pelo Chefe do Executivo, com deslocações oficiais a outros países, onde, para além do reforço das relações de amizade e de cooperação, salienta-se a consolidação da diplomacia política e a dinamização da diplomacia económica, sobretudo para a conquista de investimentos estrangeiros e financiamentos para o desenvolvimento geral de Angola, assente numa perspectiva de reciprocidade de vantagens.

Ainda é muito cedo para um juízo acabado sobre a governação, iniciada em 2017. No entanto, são notáveis os esforços levados a cabo pelo Executivo, com o real contributo da sociedade angolana, para o grande sucesso que se pretende para uma vida melhor para todos.

É preciso redobrar esforços para que se ultrapassem as situações difíceis e constrangimentos que afligem o País, resultantes não só do impacto de factores globais e periódicos, mas também de questões estruturais já identificadas.

Este apelo é dirigido a todos os patriotas angolanos, no sentido de contribuírem, efectivamente, para a edificação de um país próspero.

/www.mpla.ao

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