OPINIÃO: Simplesmente pedagogia – Duarte Kanakassala

“Não tivéssemos esse apego ao direito à vida, teria sido uma tragédia”.

Luanda, 01 JULHO 17 (SÁBADO) - Se, no geral, a opinião pública já tinha de João Lourenço, candidato do MPLA a Presidente da República, a imagem de um político sério e comprometido com o o desenvolvimento de Angola, este sábado (primeiro de Julho) confirmou o seu elevado gabarito e postura de Homem de Estado.

Avesso à demagogia fácil e a promessas irrealistas, João Lourenço dirigiu-se às centenas de milhares de populares, reunidas no bairro Monte-Belo, em Cacuaco, transmitindo confiança no porvir colectivo, através de mensagens simples e pedagógicas.

Centrou o seu discurso, de menos de uma hora, em questões-chave como a democracia e os seus traços característicos fundamentais, como sejam as liberdades de expressão e de imprensa, de reunião e de manifestação, da pluralidade de opiniões, da plena inclusão de todos os sectores da sociedade e da educação para o voto.

O candidato do MPLA recordou que um primeiro direito fundamental dos povos é o respeito pela vida humana, sem o que a paz e a reconciliação nacional não seriam possíveis.

Evocou as condições de penúria material e moral em que os actores da guerra subversiva se encontravam às vésperas dos Acordos de Paz, em 4 de Abril de 2002.

“Não tivéssemos esse apego ao direito à vida, teria sido uma tragédia”, sublinhou João Lourenço, para quem as próximas eleições, de 23 de Agosto, devem realizar-se em clima que não seja o de crispação, como sucedeu em 1992.

De acordo com João Lourenço, o MPLA pretende que “às eleições decorram em ambiente de paz e harmonia, que conseguimos cultivar ao longo dos últimos 15 anos”.

Para tanto, “os líderes políticos devem ser os primeiros a vir a público, defendendo a tolerância e evitar que se lancem às sementes da suspeição e da violência”.

Simplesmente, PEDAGOGIA!

PortalMPLA/DK/AB

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