OPINIÃO: Histeria artificial da “fraude” eleitoral – Eduardo Magalhães

“O povo concedeu mais um mandato para que o MPLA siga a sua vocação de vencedor”.

Luanda, 25 AGOSTO 17 (6ª FEIRA) - Respeitar os resultados das urnas é o único caminho possível para quem se diz patriota e democrata. Uma disputa eleitoral é antecedida, mantida e realizada sob o rigor e fiscalização de uma ampla gama de observadores e órgãos autónomos. Contestar e questionar os resultados, sem apresentar evidências, é o recurso comum dos maus perdedores.

Aos derrotados restam dois caminhos: O primeiro, o comportamento ressabiado, a questionar os resultados do pleito eleitoral; o segundo, a postura de um vencedor, que aceita a manifestação do povo registada nas urnas, factor indispensável entre aqueles que aspiram concorrer novamente.

É irresponsável, diante do exposto, forjar um ambiente de confrontação e a tentativa de produzir a instabilidade política, que partidos perdedores pretendem criar. A UNITA e a CASA-CE parecem-se com o que há de pior em países que deveriam dar o bom exemplo.

A histeria artificial da “fraude” eleitoral serve apenas como elemento de retroalimentação de um ambiente perigoso de rivalidade entre os concorrentes. A consequência imediata é o pânico entre cidadãos, que apenas manifestaram o direito de voto e que temem ter este direito usurpado.

O voto tem poder soberano e isso exige o respeito de todos os concorrentes, sobretudo dos derrotados nas urnas. É urgente a necessidade de os concorrentes do MPLA abandonarem as tentativas de sabotagem, pois é a democracia que pode ser posta em causa.

Ao confundir a opinião pública, esses partidos, a UNITA e a CASA-CE, assumem uma responsabilidade histórica, diante dos desafios da promoção da concórdia entre os angolanos.

O momento é singular, para que se possa debater o projecto-país, tão importante para assegurar aos angolanos um futuro melhor. A eleição legitimou o MPLA e a agenda para a continuidade das mudanças em curso no País. O povo concedeu mais um mandato para que o MPLA siga a sua vocação de vencedor.

PortalMPLA/EM/AB

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