OPINIÃO: É obra! – Epinelas Mateus*

“Aliás, o desenvolvimento constitui o mote do Programa de Governo, sufragado no dia 23 de Agosto de 2017 pelos angolanos, que ditou o MPLA como vitorioso”.

 

Luanda, 30 AGOSTO 17 (4ª FEIRA) - O legado indelével do Presidente da República de Angola, Camarada José Eduardo dos Santos, é, certamente, a reconciliação dos angolanos. Por inerência, à esta gesta invulgar associou-se a reconstrução do País, que esteve fortemente dilacerado pela guerra e por outros tantos males sociais conexos.

Em 2002, sob os auspícios do Arquitecto da Paz, naquilo que se convencionou tratar como a “transformação do País num verdadeiro Canteiro de Obras”, viabilizou-se um profundo programa de construção e reabilitação das principais vias, pontes, portos e aeroportos, edifícios públicos e habitacionais.

Se por um lado, o País estava em reconstrução, por outro, pessoas desavindas há décadas geograficamente estavam a reencontrar-se, a reconciliar-se e a refazerem as suas vidas, fruto da paz, que permitiu a circulação de pessoas e a comercialização de bens. Houve um impulso à agricultura, à indústria e ao turismo. Foram assim, desde então, lançadas as bases para esbater às assimetrias regionais.

Insto, aqui, aos estudiosos a fazerem uma profunda análise sobre os ganhos com estas empreitadas pelo País, não apenas aos cofres do Estado, mas ao bolso do cidadão comum.

Só para citar, deve ser feito um cálculo aos ganhos propiciados pelos novos viadutos e estradas, postos recentemente à disposição, no caso, na província de Luanda. Terminaram-se os longos engarrafamentos nas zonas críticas, onde trafegar era, até há pouco tempo, um “calvário” para os automobilistas e peões, muitos dos quais funcionários públicos e privados.

A poupança em kwanzas, que serviriam para vários litros de combustíveis diários para abastecer viaturas, é um facto. O fim da especulação do preço da passagem do táxi, pelos famosos “azulinhos”, também. Quanto custa isto aos utentes? Sobretudo aqueles que procuram por vários serviços públicos quando são atendidos à hora e com eficiência? São esses ínfimos paralelismos que devem ser feitos, sempre que o Estado realiza um investimento.

Os sectores da energia e da água também entraram ao vasto leque de recuperação e construção de infra-estruturas. A Barragem de Laúca, secundada pela de Caculo-Cabaça, bem como a ampliação da de Cambambe e, agora, a entrada em funcionamento do Ciclo Combinado do Soyo, acrescem à indispensável capacidade energética para alavancar o desenvolvimento de Angola.

Aliás, o desenvolvimento constitui o mote do Programa de Governo, sufragado no dia 23 de Agosto de 2017 pelos angolanos, que ditou o MPLA como vitorioso.

É por estes e por outros factores que eu digo: É obra!

(Na foto, a recém-concluída Barragem de Laúca, na província de Malanje, norte de Angola, o maior complexo hidroeléctrico do País).

Analista político-social*

PortalMPLA/EP/AB

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