OPINIÃO: E a palavra dada? – Lino Botelho
“Isaías Samakuva, presidente da UNITA, que falou depois de ter votado, prometeu aceitar os resultados, caso viesse a perder”.
Luanda, 28 AGOSTO 17 (2ª FEIRA) - Os angolanos, de Cabinda ao Cunene, exerceram, no passado dia 23 de Agosto, o seu dever e direito de escolherem, por via do voto, quem os vai governar, nos próximos cinco anos. Para o efeito concorreram cinco partidos políticos e uma coligação de partidos políticos.
Pela concentração das multidões que os comícios ocasionavam, profetizava quem, pela via do voto popular, viria a ser o digno vencedor. E foi o que aconteceu. Venceu o MPLA, porque, de facto, as solenidades de massas promovidas por este partido assim o pressagiava.
O que a CNE (Comissão Nacional eleitoral) tem vindo a publicar é o reflexo do que se passou nos actos de massas levados a cabo pelos seis concorrentes.
Isaías Samakuva, presidente da UNITA, que falou depois de ter votado, prometeu aceitar os resultados, caso viesse a perder. Por sua vez, Abel Chivukuvuku pediu ao eleitorado angolano, paz, serenidade e responsabilidade, tendo dito que “somos todos irmãos”.
Os observadores nacionais e estrangeiros, que acompanharam as Eleições Gerais, manifestaram a sua satisfação e reconheceram a forma ordeira como os angolanos escolheram os futuros dirigentes.
Não é por mero acaso que o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou, para já, o seu futuro homólogo na arena internacional, o Camarada João Lourenço, o Presidente eleito de Angola, cargo que, seguramente será caucionado pelo Tribunal Constitucional.
O facto de Chivukuvuku ter percorrido o País a distribuir beijos e abraços, nada lhe garantiria que pudesse obter o voto massivo dos angolanos…
Ao afirmar que “são os angolanos que devem determinar o caminho que o País deve seguir e tenho muita confiança nos angolanos, que querem mudança e que, por isso, vão decidir esse rumo, sendo responsabilidade da CNE corresponder à sua vontade”, Abel Chivukuvuku reconheceu, à partida, a vontade soberana do povo, pelo que não deveria, agora, vir desdizer-se.
Quanto à UNITA, ela continua a ser igual a si mesma. A história dessa organização entristece os que são defensores da razão humana, dentro e fora do País.
Para esses, de nada serve a palavra dada.
PortalMPLA/LB/AB