OPINIÃO: As controversas posições do lado de lá – Epinelas Mateus

A UNITA sempre recusou e contestou os resultados eleitorais e hoje, em ano pré-eleitoral autárquico, pretende dar o dito pelo não dito.

PortalMPLA, 13 JUNHO 19 (5ª FEIRA) - A história há-de sempre referenciar os factos e o papel dos seus protagonistas, contextualizando-os lado-a-lado. Embora narrados num mesmo episódio, heróis e vilões serão impreterivelmente posicionados à medida das suas acções, passe o tempo que passar, venham as gerações que vierem.

É assim nos filmes e não podendo ser diferente na vida real. Em ano pré-eleitoral e visando as Eleições Autárquicas de 2020, a UNITA está a levar a cabo um plano de tentativa de indução colectiva ao esquecimento, numa persuasão hipnótico-política, como lhe chamaria o renomado psicólogo alemão, Hermann Ebbinghaus: “A curva do esquecimento”.

Neste controverso desiderato, auto-intitula-se, por um lado, como a panaceia da democracia e, por outro, insta às autoridades para o cumprimento de acordos aos quais desrespeitou, deliberada e insistidas vezes.

Fez sempre parte deste escopo, a lavagem da imagem e o resgate da honra deveras desgastada, pelo seu posicionamento no lado de lá da história.

A UNITA quer a todo o custo a bipolarização da política em Angola, como a “terceira via para o alcance do poder”, como já lhe aventam alguns dos seus líderes, contornando o voto popular que lhes é sempre desfavorável.

Esse plano passará pela deturpação de factos, a inversão do seu papel no contexto histórico, a autovitimização política e arregimentação às suas hostes de jovens em idade votante, porém, desconhecedores da realidade...da história.

De Gbadoulite, Bicesse, à Lusaka, os angolanos foram interminavelmente contando a retracção do tão-almejado desenvolvimento, imposto por quem sempre esteve à margem dos seus verdadeiros anseios.

Mais do que datas a referenciar, os escrutínios de 1992, de 2008 e de 2017 tiveram a vitória clara do MPLA, onde a decisão do soberano povo angolano recaiu sobre quem, no quadro da democracia representativa, iria defender os seus direitos.

A UNITA sempre recusou e contestou os seus resultados e hoje, em ano pré-eleitoral autárquico, numa visão deveras circunstancial e assimétrica, pretende dar o dito pelo não dito.

Consultem-se os arquivos.

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