MPLA condena pressões para interferência do PR nos trabalhos dos Tribunais

Comité Provincial de Luanda do MPLA condena alguns políticos e outras correntes que dentro e fora do país têm criado situações na tentativa de pressionar o Presidente da República, Camarada José Eduardo dos Santos, a interferir no trabalho dos Tribunais.

 

Luanda, 27 OUTUBRO 15 (3ªFEIRA) – O Comité Provincial de Luanda do MPLA condenou terça-feira, 20, o comportamento de alguns políticos e outras correntes que dentro e fora do país têm criado situações na tentativa de pressionar o Presidente da República, Camarada José Eduardo dos Santos, a interferir no trabalho dos Tribunais no caso dos 15 detidos acusados de preparar uma rebelião.

Falando num encontro do Secretariado Provincial de Luanda do MPLA com as comissões de acompanhamento à todos os municípios, distritos e comunas da capital do país, no âmbito do processo orgânico do 7º Congresso ordinário do Partido, o segundo-secretário do Comité Provincial, camarada Jesuíno Silva, lembrou que a separação de poderes é um princípio estruturante de qualquer sistema democrático e em Angola não é diferente.

“Curiosamente, são os mesmos que volta e meia questionam sem razão a independência dos Tribunais angolanos, mas hoje, porque lhes convém, já acham normal que o Titular do Poder Executivo interfira no Judicial”, realçou.

O dirigente afirmou, a respeito, que além de ser um esforço inútil, esse tipo de pressões só ajudam a perceber quem de facto quer ajudar a construir um sistema democrático em Angola, com instituições fortes e leis que protegem as liberdades fundamentais dos cidadãos.

“Em Angola, tal como em Portugal ou em qualquer outro país europeu, o Presidente da República não manda nos tribunais. Isso seria violar a Constituição e os princípios republicanos”, enfatizou o camarada Jesuíno Silva.

Na mesma senda, considerou “estranho” que embaixadores de países com democracias aparentemente consolidadas façam diligências em total desrespeito pelas leis internas e que configuram autênticas ingerências em assuntos internos.

“Os angolanos sempre souberam quem trabalha de maneira abnegada em prol dos seus interesses, dos seus anseios, para uma Angola melhor. Estamos vigilantes e temos serenidade e maturidade política suficientes para perceber que pedir ao Presidente que interfira no processo dos 15 detidos é fazer o jogo dos que duvidam da seriedade das nossas instituições”, afirmou.

PortalMPLA/ER/DM

 

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