Memórias: Presidente Agostinho Neto regressou a Luanda há 41 anos

O então Presidente do MPLA, que viria a ser o Fundador da Nação angolana, voltou a capital de Angola em 04 de Fevereiro de 1975, depois de ter conduzido, vitoriosamente, a Luta de Libertação Nacional.    

 

Luanda, 04 FEVEREIRO 16 (5ª FEIRA) – No dia 04 de Fevereiro de 1975, o saudoso Camarada Agostinho Neto, então Presidente do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), regressou a Luanda, numa altura em que se comemorava o 14º aniversário do início da Luta Armada de Libertação Nacional, que havia conduzido vitoriosamente.

Recebido entusiasticamente pela imensa multidão presente no aeroporto da capital, o Presidente Agostinho Neto pronunciou um breve discurso, em que manifestou a sua alegria, por poder festejar o 04 de Fevereiro abertamente com todo o povo, sem qualquer tipo de restrições.

O Presidente Neto sublinhou: “Hoje, dia 04 de Fevereiro, estamos a comemorar o início da luta armada para a libertação do nosso país. Esta luta, que foi precedida de várias outras lutas, tanto no plano legal, como no plano clandestino, foi aquela que culminou com a acção do nosso povo vitorioso, pela sua independência”.

No seu discurso, o Presidente Agostinho Neto fez uma análise geral da situação decorrente do derrube do fascismo em Portugal, em 1974 e afirmou que “antes do 25 de Abril seria impossível nós sermos recebidos, como o estamos a ser hoje. E, por isso, a nossa alegria, neste momento, transmite-se, não somente ao povo de Luanda, mas, também, a todo o povo de Angola”.

Neto rendeu homenagem a todos aqueles que tombaram heroicamente pela justa causa do povo angolano: “Não podemos esquecer, neste momento, que, para construir esta vitória foi necessário o esforço, o sacrifício de muitos dos nossos compatriotas, alguns dos quais ficaram pelo caminho. Alguns perderam a vida, outros, vítimas dos seus erros, também ficaram pelo caminho”.

Aquele, que viria a ser o Fundador da Nação angolana, lançou um apelo à unidade nacional: “O nosso Movimento, o MPLA, tem simplesmente um desejo. É que, a partir de agora, harmonizemos os nossos esforços. Todos os movimentos de libertação que estão aqui representados – a FNLA, a UNITA e o MPLA -, nós todos temos o dever de ultrapassar as nossas pretensões individuais, ou de organização, para, unidos, construirmos aquela Angola que nós todos desejamos”.

PortalMPLA/Sede Nacional do Partido   

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