Maior abertura democrática e liberdade de expressão

Aproveitando a ocasião, O Camarada João Lourenço, Presidente do MPLA afirmou, recentemente em Luanda, que “o Ministério Público e os Tribunais do país passaram a lidar com um tipo de crime que, não sendo novo, simplesmente não chegava a eles, como se ao longo dos anos nunca tivesse sido praticado ou cometido”.
Em concreto, o Camarada João Lourenço fazia alusão dentre outros, dos crimes de corrupção e nepotismo, muitos deles com processos em curso nos órgãos competentes da administração da justiça em Angola. 
O Presidente argumentou que, “com a maior abertura democrática da nossa sociedade, maior liberdade de expressão e de imprensa, maior independência dos órgãos de justiça, o combate contra a corrupção prossegue, como uma das premissas da governação de Lourenço.
A propósito desta questão, para João Lourenço, ainda há quem, por ingenuidade ou má fé, considere que um fenómeno enraizado ao longo dos anos na nossa sociedade, em pouco mais de dois anos já devia estar definitivamente sanado e com resultados mais visíveis. 
“Alguns consideram bons resultados apenas o maior ou menor número de pessoas arroladas, detidas ou condenadas, ou ainda que o Estado já devia ter recuperado todos os activos, o que a todos os títulos não é realista”, afirmou o também Titular do Poder Executivo.
“Etu mu dietu”
Socorrendo-se de um adágio da língua nacional quimbundo, João Lourenço deplorou a atitude daqueles que defendem que a luta contra a corrupção está a ser mal gerida, e que a melhor saída seria organizar-se um debate no seio do MPLA para se resolver o problema entre nós, como se diz na gíria “etu mu dietu”, com palmadinhas nas costas.
De referir que um dos mais badalados crimes nesta vertente em julgamento é o caso dos 500 milhões de dólares, que envolve antigos dirigentes do Banco Nacional de Angola e do Fundo Soberano Angolano, que tem como figuras de proa Walter Filipe e José Filomeno dos Santos.

Veja todas as notícias