INTERVENÇÃO PROFERIDA PELA CAMARADA LUÍSA DAMIÃO, VICE-PRESIDENTE DO MPLA, POR OCASIÃO DO ENCONTRO COM OS LÍDERES RELIGIOSOS, SETEMBRO DE 2020.

Camaradas membros do Secretariado do Bureau Político;
Prezadas Entidades Eclesiásticas;
Ministros do Evangelho;

Sejam bem-vindos.

É com imensa satisfação que agradecemos neste dia, a honrosa presença dos ministros do evangelho, numa altura em que o Executivo liderado pelo Camarada Presidente João Lourenço, por via do diploma sobre a situação de calamidade pública, acaba de permitir a retomada dos cultos religiosos aos Sábados e Domingos, observando-se as medidas de biossegurança para a prevenção e combate à pandemia da Covid-19. 

Aproveito transmitir-vos as saudações do Camarada Presidente João Lourenço. Bom dia. 

Prezados pastores;

O nosso país já viveu tempos muito difíceis, mas graças a Deus, em cada um dos momentos que atravessámos, vencemos sempre, com a esperança e fé no Criador, fruto de orações sem cessar de muitos fiéis e pastores das distintas denominações religiosas do nosso país.

Foi assim que vencemos a luta armada, que nos levou à conquista da independência nacional, que infelizmente seguiu-se de uma guerra entre irmãos, mas teve o seu fim graças a Deus. Foram momentos difíceis, ultrapassados com o alcance da paz e, neste particular, a igreja teve sempre um papel muito importante. 

Desde o alcance da paz, aos nossos dias, a Igreja tem contribuído de forma significativa na pacificação dos espíritos, na unidade e reconciliação nacional, na educação das famílias e na recuperação dos cidadãos traumatizados pelo impacto directo e indirecto do longo conflito armado que dilacerou o nosso país, tendo ficado as lições aprendidas. 

Queridas entidades eclesiásticas;

Em Angola, o Estado é laico, havendo separação entre o Estado e as igrejas, nos termos da lei. De tal sorte, que o Estado reconhece e respeita as diferentes confissões religiosas, as quais são livres na sua organização e no exercício das suas actividades, desde que as mesmas se conformem à Constituição e às leis da República de Angola. 

Esta consagração constitucional, que o Estado dá as confissões religiosas, não isenta a responsabilidade das igrejas, sobretudo, quando a sua forma de organização e funcionamento atentem contra a Constituição, ordem pública e à dignidade da pessoa humana.

O MPLA considera fundamental o papel da igreja, dos seus fiéis e pastores na construção de uma Angola forte, próspera e coesa, onde haja cada vez mais liberdade de religião e de culto. 

Prezados pastores; 

Temos aprendido a ouvir nos cultos e nas missas, que um cristão convertido é um bom cidadão, é um bom gestor público, um bom chefe de família, um bom promotor de boas práticas e porque não, um bom político e um bom patriota.  

Infelizmente, com a chamada doutrina da prosperidade, algumas instituições religiosas subvertem a sua nobre e excelente missão, escudando-se na bandeira do cristianismo, aproveitam comercializar a sagrada palavra de Deus, em vez da pregação do evangelho, do amor ao próximo, da solidariedade, da honestidade e da sã convivência entre os homens. 

Suas Reverendíssimas, Ministros do Evangelho;
        
Como é do vosso conhecimento, vivemos, à semelhança do passado, dificuldades no domínio económico e financeiro, que se agudizaram com o surgimento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), cujas consequências afectam grandemente as economias do mundo e Angola não é uma excepção. Sois testemunhas dos constrangimentos que existem, as pessoas não conseguem circular livremente, não podem produzir mais e, tudo isso, devido as consequências da pandemia que é letal, por isso todo o cuidado é pouco. 

Não obstante a essa realidade, o Executivo do Presidente João Lourenço está a fazer uma sólida aposta na diversificação da economia por via da produção local, quer dizer que uma das soluções, passa pelo campo, deixando de depender do petróleo que foi durante muito tempo a fonte que alimentava o nosso Orçamento Geral do Estado (OGE). 

Todo esse trabalho carece do vosso apoio como sempre, com as vossas orações, transformação das mentes e também através da missão social da igreja. Feliz a nação cujo Deus é o Senhor (Salmos 33:12). Não temos dúvidas que a saída da situação que atravessamos conta com a igreja, que está onde o povo vive. 

Precisamos queridos pastores, os vossos contínuos préstimos nesta árdua luta. Temos em vós grandes parceiros para desenvolvermos Angola, que tanto carece de educação em várias dimensões, afim de termos uma sociedade mais saudável e que coloca os valores espirituais, morais, éticos e cívicos ao serviço do progresso e modernização do nosso país, preparando um cidadão mais responsável e pronto para viver a eternidade. 

Não é mero acaso, termos tido encontros como estes com as distintas autoridades eclesiásticas, para ouvirmos as contribuições da igreja e encontrarmos soluções conjuntas para os vários problemas que vivemos hoje.

Muito obrigada por terem vindo, estamos juntos. Deus nos abençoe grande e poderosamente.

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