Guerra na RDC: Angola condena violência de rebeldes

Congo

Luanda, 21/11 – Angola expressou, nesta quarta-feira (21), o seu repúdio à escalada de violência que se verifica na República Democrática do Congo, país com o qual partilha uma extensa fronteira, a norte e a leste. 

Num Comunicado de Imprensa, distribuído em Luanda, na sequência da ocupação militar da cidade de Goma, leste da RDC, por forças rebeldes do designado M23, o Executivo angolano condenou, “com veemência, a escalada de violência que se verifica no país vizinho, que coloca em perigo a paz, a estabilidade e a segurança regional, em particular na região dos Grandes Lagos”.

 

Eis o Comunicado de Imprensa do Governo angolano, na íntegra:

 

“O Governo da República de Angola tem estado a acompanhar com muita preocupação a evolução da situação no leste da República Democrática do Congo, particularmente na região do Kivu-Norte, onde as forças rebeldes do designado M23 acabam de ocupar a cidade de Goma.

O Governo da República de Angola considera que tais acções de natureza militar são incompatíveis com o princípio da resolução pacífica dos conflitos, tendo principalmente em conta que a RDC realizou recentemente eleições democráticas, cujos resultados foram reconhecidos por toda a comunidade internacional.

O Governo da República de Angola condena com veemência a escalada de violência que se verifica no país vizinho, que coloca em perigo a paz, a estabilidade e a segurança regional, em particular na região dos Grandes Lagos, indispensáveis para se solucionarem os problemas de natureza social, política e económica aí existentes.

O Governo da República de Angola reafirma que a soberania e integridade territorial da República Democrática do Congo devem ser respeitadas e preservadas e apela às instâncias internacionais, em especial ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana e ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para que tomem as medidas apropriadas para pôr termo à investida belicista das forças rebeldes, de modo a que se instaure um clima favorável à resolução dos alegados problemas que se encontram na base do actual conflito armado.

Governo da República de Angola, em Luanda, aos 21 de Novembro de 2012”.

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