FILHOS DA PÁTRIA: António Jacinto

Político, contista e poeta angolano nasceu há 94 anos, em Luanda.

PortalMPLA, 28 SETEMBRO 18 (6ª FEIRA) - António Jacinto do Amaral Martins foi um político, contista e poeta angolano, que nasceu em Luanda, no dia 28 de Setembro de 1924 e faleceu a 23 de Junho de 1991, em Lisboa, Portugal, aos 66 anos de idade.

À data da sua morte, por doença, era membro do Comité Central do MPLA.

Fez os estudos primários no Golungo-Alto, província do Cuanza-Norte e o ensino liceal, em Luanda, no Liceu Salvador Correia. Foi empregado de escritório e técnico de contabilidade.

Tendo iniciado a sua actividade literária em 1943, na Sociedade Cultural de Angola e participado, por tal, no Movimento dos Novos Intelectuais de Angola, entrou para a cena política angolana em 1955, como membro fundador do Partido Comunista de Angola, com passagem pelo Partido da Luta Unida dos Africanos de Angola (PLUAA) e pelas organizações que formaram o MPLA.

Destacou-se como poeta e contista da geração Mensagem, tendo colaborado, com produções suas, em diversas publicações nomeadamente “Notícias do Bloqueio”, “Itinerário” e “O Brado Africano”.

Pelo seu engajamento na luta pela independência de Angola, foi preso, em 1960, sendo desterrado para Campo do Tarrafal, em Cabo Verde, onde cumpriu pena até 1972, ano em que foi transferido para Lisboa, sendo-lhe imposto o regime de liberdade condicional, por cinco anos.

Em 1973, evadiu-se de Portugal e foi para o Congo- Brazzaville, onde juntou-se à guerrilha do MPLA.

Após a proclamação da Independência Nacional, em 11 de Novembro de 1975, foi nomeado ministro da Educação e Cultura do primeiro Governo da República Popular de Angola, cargo que exerceu até 1978. Participou na fundação da União de Escritores Angolanos.

Ganhou vários prémios, nomeadamente, o “Prémio Noma”, o “Prémio Lotus da Associação dos Escritores Afro-Asiáticos” e o “Prémio Nacional de Literatura”. Em 1993, o Instituto Nacional do Livro e do Disco (INALD) instituiu, em sua homenagem, o “Prémio António Jacinto de Literatura”.

Publicou: Poemas (1961), Vovô Bartolomeu (1979), Poemas (1982, edição aumentada), Em Kilunje do Golungo (1984), Sobreviver em Tarrafal de Santiago (1985; 2ª edição 1999), Prometeu (1987) e Fábulas de Sanji (1988).

“Nós faremos de Angola uma grande escola, onde cada um ensina e aprende” – dizia ele.

/AB

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