Desenvolvimento com igualdade de oportunidades – Eduardo Magalhães

O Projecto Integrado de Desenvolvimento Agrícola da Quiminha “é prova prática de que é possível promover o progresso e a igualdade social, através de caminhos paralelos” – 25.11.15. 

 

Luanda, 25 NOVEMBRO 15 (4ª FEIRA) - A visita do Presidente da República de Angola, Camarada José Eduardo dos Santos, à região da Quiminha, para testemunhar “in situ”, o andamento do Projecto Integrado de Desenvolvimento Agrícola local, deve ser vista como uma mudança de paradigma na economia angolana.

Primeiro, porque anuncia que a diversificação é exprimida de modo veemente e imponente.

Segundo, porque dá provas de que, na prática, as acções do Executivo suportado pelo MPLA associam desenvolvimento com igualdade de oportunidades.

Com a queda brusca do preço do petróleo bruto, os países que têm receitas oriundas da exploração desta riqueza, como é o caso de Angola, devem, realmente, acelerar a diversificação da sua economia.

A necessidade de diversificação dá-se, não apenas pelas circunstâncias actuais, mas, também, por questões ambientais. Os compromissos de redução da emissão de poluentes, assumidos cada vez mais por diversos países, levam Angola para um caminho incontornável, na busca de respostas para todas as questões em debate na nossa sociedade. 

Aqueles que ecoam, aos quatro ventos, de que Angola não tem razão de depender somente do petróleo ignoram, no entanto, o cenário de guerra vivido no país durante cerca de 30 anos e que somente depois de algum tempo será possível superar o desafio de implementar a dimensão alargada da diversidade económica, pois que a reconstrução nacional é um processo de médio e longo prazos.

Nunca é demais lembrar que a Alemanha até aqui não recuperou tudo o que deveria desde o fim da segunda grande guerra. São países com realidades diferentes, mas ambos são exemplos de que é necessário muito esforço para um recomeço.

Se é verdade que a dependência económica do sector petrolífero deixou outros sectores atrofiados, é verdade, também, que nunca é tarde para buscar caminhos alternativos.

No caso específico do Projecto Integrado de Desenvolvimento Agrícola da Quiminha, estamos a falar de um investimento de mais de 100 milhões de dólares norte-americanos. Não apenas o valor é admirável, mas também é prova prática de que é possível promover o progresso e a igualdade social, através de caminhos paralelos.  

Para além da diversificação da economia, observa-se aí a possibilidade de ampliação da oferta de empregos, factor de fortificante importância para a vitalidade dos aspectos económicos e sociais do país, em tempos actuais e futuros.

O acesso de cada família de camponeses a três hectares de terra para cultivo, permite que ao projecto, já na primeira fase, a produção de cerca de 40 mil toneladas de produtos, o que constitui um sinal claramente viável para os planos de diversificação, com distribuição de renda.

Nas poucas palavras proferidas durante a visita, o Chefe de Estado angolano disse estar satisfeito com o projecto, o que deve ser entendido como um sinal de que modelos semelhantes (dentro ou fora do sector agrícola) poderão vir a ser multiplicados.

O Presidente manifestou atenção à necessidade dos bons resultados do projecto, pois a satisfação das expectativas dos cidadãos foi uma das observações feitas no seu breve improviso.

A ênfase dada para aqueles que vivem na zona de implantação, bem como os que se vão habilitar para desenvolver o projecto, reforça a sua importância estratégica.

As censuras feitas ao modelo económico, que tinha a hegemonia no petróleo, perdem força, pois o composto diversificação/inclusão social ultrapassa a fase das promessas e dá ao Governo os frutos necessários para tornar visíveis os propósitos elevados que lhe conferiram legitimidade, através das eleições.

PortalMPLA/EM/AB

 

Veja todas as notícias