Deputado Panzo Joaquim: O MPLA tem-se preocupado em orientar as famílias

Intervenção, sexta-feira (20), em Luanda, do parlamentar do MPLA, pelo Círculo Provincial do Uíge, camarada Panzo Joaquim, na foto, no debate do mês de Maio de 2016 da Assembleia Nacional de Angola, sobre o tema “O papel da família no resgate dos valores éticos, cívicos, culturais e morais”.

 

Luanda, 27 MAIO 16 (6ª FEIRA) - Intervenção, sexta-feira (20), em Luanda, do parlamentar do MPLA, pelo Círculo Provincial do Uíge, camarada Panzo Joaquim, na foto, no debate mensal da Assembleia Nacional de Angola, sobre o tema “O papel da família no resgate dos valores éticos, cívicos, culturais e morais”:

“Começo por agradecer e felicitar as comissões de trabalho especializadas da Assembleia Nacional que elaboraram o presente relatório em debate, por terem apresentado um conteúdo explícito e de conhecimento de causa sobre o assunto escolhido a este debate.

E dar votos ao proponente do tema, o meu Grupo Parlamentar do MPLA, que sempre preocupou-se pelo bem-estar das famílias no nosso país.

O tema escolhido para este debate é bastante convidativo e desperta a atenção de todos, tendo em conta a sua natureza e sua importância, bem como o lugar que ocupa a família na sociedade angolana e não só.

A família é um bem maior e precioso, que Deus instituiu em todas as sociedades, por ser nela onde nascem e crescem os membros que constituem as sociedades de geração em geração.

Todo o indivíduo nasce de uma família e tem o dever de fazer parte da mesma. E o Estado sempre lutou neste bem fundado de manter as famílias em paz e em bem-estar em todas as vertentes da vida. Pois que é no convívio familiar que se recebe a educação de berço ou seja a educação básica, nomeadamente, a transmissão de valores culturais, cívicos, éticos e morais. Bem como é no seio familiar que se constrói a identidade do indivíduo e em que se caracterizam os laços de grau parentesco.

É por intermédio da família que a sociedade oferece a base afectiva que constrói a personalidade do indivíduo.

O afecto a cada membro da família é fundamental, porque proporciona a força necessária para se viver, para construir, para resistir às adversidades, para ultrapassar obstáculos e para realizar projectos na vida de cada um dos membros da família.

É certo que a família joga um papel fundamental na sociedade e que deve continuar com o mesmo propósito, por ser a primeira aquisição de laço familiar e experiência de laço social.

É na família que se faz a primeira aprendizagem da vida em sociedade e a sociedade, por sua vez, apoia as famílias. Há a necessidade imperiosa de se cuidar da família e orientar bem os filhos em relação ao futuro.

Os mais velhos ensinaram-nos, em língua materna kikongo, o seguinte: “Longa muana ukuenda ku zandu ka ndiona ko tukidi ku zandu” – que significa, “orientar o filho que vai ao mercado, não o filho que já saiu do mercado”.

O MPLA tem-se preocupado sempre em formar e orientar os membros das famílias, para prepará-los e terem um futuro promissor e muito mais ainda para o bem de todos, pois que vem sempre a apelar e aconselhar as famílias a aderirem à formação académica e profissional, de forma a garantirem e assegurarem o futuro.

É essencial, no seio dos membros da família e entre as famílias, existir a cultura de solidariedade, de forma a acudir diferentes problemas, no caso do local de serviço, no caso de problemas de saúde, demonstrando o espírito de interajuda entre as pessoas, nos bons e nos maus momentos, buscando, acima de tudo, a união e coesão entre os membros de uma família ou entre famílias, seja quais forem as circunstâncias que a vida possa impor.

O papel de educar os filhos e os demais membros no convívio familiar não deve ser apenas de suma importância e responsabilidade dos pais e/ou dos encarregados, mas, sim, deve ser, também, responsabilidade de outros actores úteis na sociedade, no caso dos órgãos da difusão massiva, nomeadamente, a rádio, a televisão, os jornais, a Angop, a internet, as igrejas, as escolas e os grupos de educadores sociais.

Acrescentaria, de igual modo, que houvesse, também, a participação dos vizinhos e dos partidos políticos, que participem na responsabilidade de educar os indivíduos ao redor e ao convívio directamente com essas pessoas, usando linguagem de harmonia, atitudes animadoras, que garantam a paz, tranquilidade e bem-estar das pessoas.

Seria bom que se tomasse como desafio, no momento actual, se todos os membros que integram as famílias possam crescer e amadurecer com o espírito de Deus ou seja educação cristã, com o objectivo de apoiar-se, ajudar-se, aconselhar-se, para alcançarem o crescimento proposto pelo exercício da fé e do amor ao próximo.

Todavia, o papel da família na sociedade sempre foi e deveria ser o de educar, ensinar, dar exemplo de amor e de fé ao seu próximo, para que os membros das famílias apresentem, no seu dia após dia, atitudes que alegrem e que beneficiem a sociedade.

A família é a base do indivíduo. Sem essa estrutura, a pessoa terá que enfrentar, ao longo da sua vida e jornada, problemas psicológicos e emocionais. Terá, também, maior dificuldade para superar determinados problemas em sua vida, do que aquele que originou de um lar onde os pais conseguiram transmitir a essência do amor, da fé, da compreensão e do diálogo, do carinho, da perseverança.

No entanto, devido a vários motivos, como, por exemplo, a inserção de jovens e mulheres no mercado de trabalho, a escola acabou se tornando numa das instituições sociais de suma importância em mediar esta relação entre o indivíduo e sociedade, caracterizando a transmissão dos valores culturais, cívicos, éticos e morais, de comportamento e socialização.

Mas ainda não é o suficiente, necessitando-se, cada vez mais, o desempenho e colaboração de todos os actores válidos, na luta para a restauração das atitudes salutares que dignificam o homem na sociedade.

O confronto, por meio do diálogo e da força de argumento, é um dos instrumentos indispensáveis para a educação do Século 21, a fim de se aferir a oportunidade de valorizar aquilo que é comum e que nos une a todos, respeitando as diferenças, estimulando a cooperação e aprendendo, cada vez mais, a compartilhar valores de bom costume e hábitos.

É bem verdade que, para existirem membros de famílias que possam contribuir para o bem-estar da sociedade, é necessário que tenhamos membros humildes e honestos nas famílias, com atitudes e comportamentos dignificantes.

Porque quem é humilde de coração, conforme a Bíblia Sagrada nos ensina, essa pessoa possui e apresenta a virtude, que consiste em conhecer as suas próprias limitações, fraquezas e o modo de agir de acordo com essa consciência, demonstrando qualidade de simplicidade. E é uma pessoa acolhedora, adoptando a característica de pessoa que sabe assumir as suas responsabilidades e sem arrogância.

A honestidade é um valor fundamental na existência humana e que se soma à verdade interior, mostrando a atitude de uma pessoa que é fiel a si mesmo em qualquer contexto da vida.

A honestidade não se mostra, apenas, nos momentos felizes, quando uma pessoa tem algo para dizer ao outro, mas, também, nos momentos mais difíceis, semelhante ao período em que o país e o Mundo estão a atravessar. Exige, de todos, esforços conjugais de cumprirmos todas as medidas tomadas para ultrapassarmos a situação com maior urgência possível.

Uma pessoa honesta é sincera não só em suas palavras, mas, também, na sua linguagem. Transmite verdade em seu olhar. A pessoa honesta é um exemplo a ser seguido pelos demais, um exemplo de bondade e de beleza interior.

De referir que cada pessoa tem a sua ética pessoal específica, mas o importante é manter-se cada vez mais fiel aos seus princípios e, desta forma, poder viver com tranquilidade, paz, felicidade e harmonia.

Por isso mesmo, é também um gesto de honestidade pedir desculpas e perdão, depois de um erro e reparar o dano cometido, depois de uma ofensa contra o seu próximo.

A honestidade é fruto do amor e do respeito para si mesmo e para os outros, sendo a honestidade um valor fundamental das relações pessoais.  

Porque quem é humilde e honesto de coração não ofende ninguém, respeita todos, é solidário, não é arrogante, é obediente, não participa em actos da delinquência, é manso de coração, não é cobarde, nunca pensa em luta de poder ou querendo atingir um cargo usando linguagem ofensiva e de agitação. 

Deve-se incentivar o espírito de temor às leis divinas (Deus) e às leis do Estado. E todos devem contribuir para salvaguardar os valores essenciais”.

PortalMPLA/PJ/AB

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