Deputado Boaventura Chitapa: Novas gerações serão capazes de levar Angola ao desenvolvimento

Intervenção, sexta-feira (20), em Luanda, do parlamentar do MPLA, pelo Círculo Nacional, camarada Francisco Boaventura Canjongo Chitapa, na foto, no debate mensal da Assembleia Nacional de Angola, sobre o tema “O papel da família no resgate dos valores éticos, cívicos, culturais e morais”.

 

Luanda, 25 MAIO 16 (4ª FEIRA) - Intervenção, sexta-feira (20), em Luanda, do parlamentar do MPLA, pelo Círculo Nacional, camarada Francisco Boaventura Canjongo Chitapa, na foto, no debate mensal da Assembleia Nacional de Angola, sobre o tema “O papel da família no resgate dos valores éticos, cívicos, culturais e morais”:

“Devo agradecer a oportunidade que me é concedida, para exprimir o meu ponto de vista sobre o tema em debate, que julgo ser oportuno e de extrema importância no contexto actual da sociedade angolana.

A família é um conjunto de pessoas que partilham entre si afectos e ansiedades e que estejam interligadas por laço de sangue ou por aliança.

Tem sido dentro da família onde o homem, desde tenra idade, aprende todo o tipo de comportamento, experiências, valores, amor ao próximo, fraternidade, solidariedade, obediência à comunidade, no caso presente, obediência à Pátria.

É, ainda, no seio da família onde são transmitidos os ensinamentos de não roubar, não trair, não matar, não mentir e tudo o que servirá de base para o processo de socialização da criança, bem como da construção da identidade nacional, através da transmissão das tradições, costumes, hábitos, que se perpetuam de geração em geração.

Face ao tema em debate, gostaria de fazer uma incursão à problemática da perda de valores morais, cívicos e culturais no seio da juventude, no caso especial de Angola.

O relatório, apresentado a esta magna plenária, considera o conflito armado que o país viveu, durante mais de 30 anos, como a principal causa da desestruturação da família, porque separou os principais agentes educadores, isto é, os pais.

Para além do conflito armado, gostaria de evocar outros tipos de factores que socialmente devem ser evitados por exemplo: a exibição de filmes, séries e telenovelas, programas sem qualquer lição de moral, a facilidade com que os jovens têm de acesso a bebidas alcoólicas, a falta de diálogo entre pais e filhos, o conteúdo de algumas músicas e a forma como alguns jovens se vestem.

 

Estimados deputados,

 

Apesar de a sociedade angolana e, um pouco por todo o Mundo, estar a viver esta problemática da perda de valores morais, cívicos e culturais, não devemos esquecer os esforços que o Executivo angolano tem feito, na construção de uma sociedade mais educada, cívica e moral, a partir da cultura e tradições dos nossos ancestrais.

Tudo tem sido feito para se inverter o quadro actual, através do código actual da família e outros diplomas vigentes.

Quero, aqui, dar o exemplo do facto de o Estado angolano ter tomado medidas tendentes à proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas a menores de idade.

Face a esta medida, apelamos às famílias angolanas, no sentido actuarem de acordo com a lei. Devemos, igualmente, anotar o trabalho que está a ser feito no ponto de vista da instrução da criança e jovens. E neste domínio, destaco o surgimento de muitas escolas e universidades, que têm sido construídas, aumentando o número de educadores e diminuindo o nível do analfabetismo.

Caminhando por essa direcção, estamos, certamente, a ir ao encontro da construção de uma sociedade mais sã e forte. Pois, as novas gerações, uma vez formadas, serão, certamente, capazes de levarem este país para o crescimento e desenvolvimento.

Uma outra mais-valia promovida pelo Executivo, que está a contribuir para a moralização e harmonia da juventude, apesar de uma certa desaceleração da nossa economia, é a implementação do Plano Nacional de Desenvolvimento da Juventude 2014/2017, que tem vindo a facilitar a inserção dos jovens no mercado de trabalho, na melhoraria da qualidade de vida dos jovens, ao nível dos diferentes sectores da vida social.

Para terminar, gostaria de salientar que o MPLA, liderado pelo Camarada José Eduardo dos Santos, Presidente do Partido e da República de Angola, defende a garantia do bem-estar social e económico das famílias, tendo como base o princípio da moralidade e da harmonia.

Daí que gostaria de apelar, ao Executivo e às famílias em particular, da necessidade de:

- abertura de programas radiofónicos ou televisivos específicos, dedicados à educação das famílias, na preservação de valores morais, cívicos e culturais;

- proibir o rito de alembamento na forma não adequada como tem sido feito no seio de algumas famílias e incentivar a prática dos nossos valores e tradições diversificados para cada região;

- criar instituições de aconselhamento ou de preparação dos jovens antes do casamento;

- apelar à família, no sentido de haver maior diálogo entre os agentes educadores (pai, mãe) e os filhos, que constituem  factor determinante para a transmissão de valores;

- apelar, igualmente, às famílias a não forçar a união de casais por consequência da gravidez indesejada, apesar de que este assunto pode ser discutido”.    

PortalMPLA/BC/AB

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