CUANZA-NORTE: Desenvolvimento industrial na ordem do dia – Moisés Pedro

Na Zona Económica de Lucala há 21 empresas instaladas, numa superfície de 630 hectares, devidamente tratados e disponíveis. Três delas já funcionam em pleno.

Luanda, 29 ABRIL 17 (6ª FEIRA) – Cento e 24 cidadãos foram, recentemente, admitidos e já trabalham nas três empresas em funcionamento no Pólo de Desenvolvimento Industrial (PDI) de Lucala, na província do Cuanza-Norte.

A instalação dos PDI’s de Lucala e do Dondo é um programa do Governo, que visa desenvolver economicamente a região, com a construção de unidades fabris de materiais de construção e comércio, assim como de transformação de produtos agrícolas.

A Zona Económica de Lucala, criada num perímetro de 853 hectares, dos quais 50 já infra-estruturados, conta, neste momento, com 21 empresas instaladas, numa superfície de 630 hectares, devidamente tratados e disponíveis.

Do número de empresas existentes, três unidades encontram-se já em funcionamento, sendo uma fábrica de reciclagem de plástico, de papel e de fabrico de cartões de ovos, uma de massa de tomate e outra de sabão. Está ainda em curso a construção de uma nova fábrica de tintas.

As obras de infra-estruturação, iniciadas em 2012, integram a instalação eléctrica, a construção de arruamentos, drenagens, espaços, esgotos, captação de água, sistema de distribuição de energia eléctrica e meios de limpeza de resíduos sólidos e líquidos, das indústrias que vão surgindo.

O município de Lucala dista 36 quilómetros a leste da cidade de Ndalatando, capital da província. Localiza-se numa região com um pendor agrícola muito forte, pelo que os agricultores desejam instalar indústrias de aproveitamento de gordura animal, usada na indústria de detergentes ou meios de higiene, assim como da indústria de pele animal, usada para o fabrico de pastas, calçados e cintos, entre outros meios.

No âmbito do programa de desenvolvimento da província, um outro pólo industrial, no município do Dondo, está em fase de implementação, numa área de mil hectares, com o propósito de fortalecer o crescimento da região.

Sendo uma orientação política do MPLA a reabilitação e modernização das fábricas têxteis, a empresa SATEC, no Dondo, torna-se num investimento de grande dimensão e complexidade industrial, pois permite a confecção de vestuário do tipo polos e calças de ganga.

Esta fábrica terá um forte impacto na criação de novos negócios a montante e a jusante, especificamente no adensamento da linha produtiva.

De acordo com a sua capacidade produtiva instalada, esta unidade obrigará à plantação de uma enorme área de algodão, que alimentará com matéria-prima uma outra e nova unidade de descaroçamento, que resultará, deste processo de fabrico, um subproduto, o óleo de algodão, com imensas oportunidades económicas.

A indústria de confecção possuirá um efeito de criar novos negócios, num modelo de clisterização, podendo surgir novas unidades produtivas fornecedoras de máquinas, matérias-primas e componentes, nomeadamente botões, linhas, agulhas, bordados, produtos químicos, fios a partir de poliamidas, máquinas de costura, entre outros.

Com esses pressupostos, irão surgir novas oportunidades de emprego, para as quais será necessário formar novos trabalhadores e gerar novas competências profissionais associadas às modernas tecnologias instaladas.

Para além de albergar, futuramente, indústrias de aproveitamento de frutas, fábricas de sumo, fruta em calda, ácido cítrico, o município do Dondo vai ainda contar com indústrias oleaginosas para o fabrico de óleo de palma e de ginguba (amendoim).

Só uma vitória do MPLA nas Eleições de Agosto, do ano em curso, garantirá a continuidade de execução dos actuais programas e projectos, bem como perspectivar outros, durante a nova Legislatura, que sairá do escrutínio, com o único propósito: a promoção do bem-estar do povo angolano.

PortalMPLA/MP/JN/AB

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