OPINIÃO: Cuando Cubango, o despertar de um gigante da diversificação - João Carlos

É no Cuando Cubango que se vai vencer a batalha da diversificação da economia.

Luanda, 04 MAIO 17 (4ª FEIRA) – Palco das maiores batalhas travadas em Angola contra o exército racista sul-africano, na década de 80, a província do Cuando Cubango está a reerguer-se dos escombros da devastação e caminha para dar maior oxigénio ao programa de diversificação da nossa economia.

Para imprimir esse novo rumo à essa região, o Executivo liderado pelo MPLA mandou elaborar, em 2013, um Plano de Desenvolvimento Estratégico da província que, após sua conclusão, definiu que a prioridade é a construção de quatro mil quilómetros de estradas.

Na visão dos peritos, a construção dessas estradas servirá de catalisador para o rápido progresso da região, porquanto não é possível levar ou construir outras infra-estruturas sem condições de acesso rodoviário, que permitam melhorar a circulação e reduzir os custos da própria transportação de meios e da construção.

Na mesma data, foi realizado um fórum económico sobre “as perspectivas do desenvolvimento das Terras do Progresso”, que debateu aspectos relacionados com a agricultura, pecuária, infra-estruturas, educação, saúde, reinserção social, indústria mineira e turística, com realce para o projecto KAZA - Área de Conservação Transfronteiriça Okavango - Zambeze.

Todo esse esforço visou retirar a província, outrora apelidada de “Terras do Fim do Mundo”, da estagnação para transformá-la a partir de 2013, em “Terras do Progresso”.

Com esse mote deu-se início a corrida para colmatar o atraso que o Cuando Cubango e a sua população registavam e inserir a região na propagação do vigoroso crescimento económico de Angola, que vem acontecendo desde o advento da Paz, em 2002. Com vista a dar-se um novo impulso à economia da província, o investimento público e privado constituíram-se em veículos estimulantes do crescimento multifacético do Cuando Cubango.

Foi assim que surgiram as escolas primárias, secundárias e institutos médios privados.

O investimento público propiciou a construção de estradas, caminhos-de-ferro, estações de captação e tratamento de água, sistemas de produção de energia eléctrica, aeroportos, hospitais, conglomerados habitacionais, assim como a edificação de sedes para os serviços administrativos e sociais.

Esses equipamentos sociais melhoraram o nível de vida das populações, que passou a ter acesso aos serviços de utilidade colectiva, como a segurança, justiça, ensino e saúde, que constituem direitos fundamentais dos cidadãos, bem como água potável, energia eléctrica e saneamento básico, entre outros.

Ainda no âmbito das infra-estruturas sociais, o Executivo liderado pelo MPLA vai concluir, este ano, a construção de 200 fogos habitacionais na província do Cuando Cubango.

Dentre as obras edificadas na região, o destaque recai para o novo aeroporto “Comandante Kwenha”, com uma pista de três mil e 750 metros de comprimento, quarenta e cinco de largura, que se encontra equipado com meios modernos.

Por outro lado, a criação, em 2008, dos pólos de desenvolvimento agrícola, nos municípios do Cuito Cuanavale, Kuchi, Mavinga e noutras áreas da província do Cuando Cubango, constituiu um verdadeiro projecto-piloto comparado com outros mega projectos agrícolas.

Encontra-se em fase avançada um projecto agrícola avaliado em mais de um bilião de dólares, divididos em três etapas de 350 milhões de dólares cada, que será implementado no pólo agrícola do Longa, e outro no município do Missombo, que também deverá produzir arroz, dado o potencial hídrico da região através da construção e reabilitação de uma barragem.

Mas, para além do sector agrícola, a província detém enormes reservas de cobre, cujo trabalho de prospecção continua em andamento. Passados 30 anos, a história repete-se.

Foi no Cuando Cubango que se decidiu, em Março de 1988, o fim da invasão dos racistas sul-africanos a Angola e será também nesta província que se vai vencer a batalha da diversificação da nossa economia.

Portal/MPLA/JC/JN

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