Camarada Albino Carlos afirma: “MPLA não interfere nas decisões dos Tribunais”

O Secretário para a Informação e Propaganda do Bureau Político do MPLA, Albino Carlos, considerou na terça-feira, (01.09) como "gratuitas e infundadas" as acusações de Abel Chivukuvuku sobre "alegada interferência" do partido no Tribunal Constitucional (TC) para "inviabilizar a legalização" do projecto político PRA-JA Servir Angola.
“Angola é um Estado democrático de direito, onde os tribunais são independentes, e o MPLA respeita as decisões dos tribunais", disse Albino Carlos.
Reagindo aos pronunciamentos de Abel Chivukuvuku, pelo faco de o Tribunal Constitucional rejeitar o recurso de inscrição da Comissão Instaladora do seu novo projecto político, Albino Carlos disse que as declarações que motivaram as reacções são infundadas e destituídas de qualquer razão e que, se calhar o senhor Chivukuvuku quer escudar-se por alguma irregularidade que terá cometido em acusações gratuitas.
O político afirmou que o MPLA lutou para que houvesse tribunais independentes, que todos os angolanos tivessem a sua defesa nos tribunais”, mas sublinhou que respeita “a independência das instituições” e que o assunto “não tem nada a ver” com o Partido dos Camaradas.
Albino Carlos reiterou que Angola é um Estado democrático e de direito, onde existe separação de poderes e respeito das instituições, garantindo que o MPLA é um partido que não interfere na gestão dos casos de justiça.
“Quem manda nos tribunais, observou, não é o MPLA que, pelo contrário, respeita a independência e a separação de poderes, logo essas declarações não fazem sentido", disse o porta-voz do MPLA.
Quanto a postura do Partido em relação as decisões soberanas dos tribunais, Albino Caros garantiu que o MPLA vai continuar a respeitar as decisões,
O MPLA, argumentou, é um partido político. Quem gere as questões de justiça e direitos são os órgãos de justiça e de direito. No nosso país existe separação de poderes", assegurou o Camarada Albino Carlos.
O Tribunal Constitucional angolano rejeitou o "recurso extraordinário de inconstitucionalidade" submetido pela comissão instaladora do PRA-JA Servir Angola, liderado por Abel Chivukuvuku, por "não suprir insuficiências" e tornar "indecifrável" o seu pedido.
Para além de considerar com sem fundamento a afirmação do político, Albino Carlos aproveitou a ocasião para aconselhar Chivukuvuku a reclamar junto dos tribunais, se sentir que os seus direitos não estejam a ser salvaguardados. 
"Em Angola, como um país democrático, os tribunais são independentes e qualquer partido político deve respeitar as decisões dos tribunais, ele [Abel Chivukuvuku] que reclame dos seus direitos, pois, acusar uma força política por uma decisão do tribunal "não faz qualquer sentido”, afirmou.
Albino Carlos assegurou que o MPLA não tem medo pelo ressurgimento de Abel Chivukuvuku na cena política angolana.
"Então, como é que um partido que conduziu o processo para que nós fossemos independentes, um partido que instaurou a democracia, que venceu os últimos pleitos eleitorais terá medo de um partido que nem sequer existe? Não faz sentido", rematou.

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