Bié (16): MPLA acolhe mais de dois mil militantes da UNITA

A cerimónia decorreu (15) na vila sede do município do Andulo, onde os dissidentes disseram que “não somos os primeiros, nem seremos os últimos, a abandonar as fileiras da UNITA” e que “elegemos o MPLA, por ser o único, capaz de levar Angola ao progresso e à reconciliação nacional”. Na foto, o camarada Boavida Neto, com o ex-militante da UNITA.

 

Andulo, 16 SETEMBRO 14 (3ª FEIRA) - Mais de dois mil ex-militantes da UNITA, das comunas de Calussinga, de Cassumbe, de Chivaulo e da sede comunal do Andulo, que aderiram ao MPLA, foram apresentados, segunda-feira (15), numa cerimónia pública presidida pelo primeiro-secretário do Comité Provincial do Partido, camarada Boavida Neto.

Boavida Neto disse que esses dois mil e 88 ex-membros da UNITA passam a ter actividade política nas organizações de base do MPLA, nas mesmas circunstâncias que os demais militantes.

Os dissidentes da UNITA acusaram a Direcção deste partido de incapacidade em promover a alternância do poder político em Angola.

Inocêncio Sanaculo, capitão das extintas forças militares da UNITA, disse que a direcção deste partido tem demonstrado incapacidade para congregar as diferentes franjas, em prol de um objectivo comum.

Inocêncio Sanaculo fez essas declarações no acto da entrega de cartões de membro aos novos militantes do MPLA. “Para nós, este dia é indispensável para as nossas vidas, como seres humanos, em função da nossa apresentação como novos militantes do MPLA”, disse.

Sanaculo disse que, com a dissidência, são acusados pela Direcção da UNITA de estarem a fragilizar o partido. Mas, refutou essas acusações, afirmando que é a Direcção do partido que não consegue congregar os membros. “Não somos os primeiros, nem seremos os últimos a abandonar as fileiras da UNITA”, assegurou, acrescentando que muitos são os quadros que, dia-após-dia, se afastam desta formação política, por falta de coesão no seio da direcção do partido liderado por Isaías Samakuva.

Moisés Sachitue, antigo militante da UNITA na comuna de Calussinga, disse que ele e mais companheiros abandonaram o partido por estarem “cansados das mentiras dos dirigentes”.

O programa da UNITA, salientou, não revela clareza e promove a instigação à desobediência às instituições do Estado, legalmente constituídas.

“A nossa saída não foi por obrigação dos dirigentes do MPLA, mas porque temos consciência de que o desenvolvimento e o bem-estar da população passam, fundamentalmente, por uma boa escolha dos governantes. É por essa razão que elegemos o MPLA, por ser o único, capaz de levar Angola ao progresso e à reconciliação nacional”, sublinharam.

O MPLA tem desenvolvido na província do Bié campanhas de sensibilização e mobilização de novos militantes a nível das aldeias. O primeiro secretário provincial do MPLA referiu que a decisão dos antigos militantes da UNITA reflecte o empenho do Executivo em criar as melhores condições de vida para a população, mas realçou a importância de se saber conviver na diferença, com tolerância, harmonia e paz.

PortalMPLA/AB

Fonte: JA

 

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