ARQUITECTO DA PAZ: “Foi necessário fazer quase tudo de novo”

In Mensagem sobre o Estado da Nação angolana, de 17.10.16.

Luanda, 01 NOVEMBRO 16 (3ª FEIRA) – “Quando terminou a guerra, em 2002, Angola e o Cambodja eram os países do Mundo que tinham mais minas antipessoais e antitanque. Falou-se, na altura, em cerca de dois milhões de minas implantadas.
Estavam minados os acessos aos campos agrícolas, às três principais linhas de caminho-de-ferro e respectivas pontes, às zonas adjacentes às torres de transporte de energia eléctrica e às centrais e condutas de água.
Mesmo em Luanda, foi necessário construir-se uma protecção ao longo de toda a conduta de água potável, patrulhada dia e noite. Foi, também, erguida uma vedação no traçado da actual Via Expresso, que ainda não existia, para proteger a cidade de operações de minagem e ataques bombistas.
Não era assim surpresa que Luanda continuasse iluminada, apesar das centenas de postes derrubados, pois tinha sido possível implantar grupos geradores em todos os municípios.
Quando começou a reconstrução, tivemos que desminar em todo o território nacional, para podermos avançar. Não podíamos construir sem desminar primeiro.
Nos primeiros anos, tivemos que fazer, em todo o país, o levantamento e a sinalização das zonas minadas, para se evitarem acidentes.
Como é que nestas condições podíamos acelerar o desenvolvimento da agricultura familiar ou da agricultura comercial?
Quem andasse pelo país encontrava, em grandes quantidades, tractores e máquinas pesadas de construção civil, abandonadas ou destruídas.
Foi necessário fazer quase tudo de novo. Desminar, reconstruir, reequipar e reorganizar”.
(In Mensagem sobre o Estado da Nação angolana, de 17.10.16).
PortalMPLA/Sede Nacional do Partido

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