Apontamentos da Semana: Valias que a paz propicia

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Anotações de Anastácio DeBrito

Luanda, 16 FEVEREIRO 15 (2ª FEIRA) - Sábado, 14.02. O Presidente da República de Angola, Camarada José Eduardo dos Santos, ele o Arquitecto da Paz, trabalhou na província do Moxico, leste do país, onde inaugurou, no município do Luau, a última Estação do Caminho-de-Ferro de Benguela, o Aeroporto General Rafael Sapilinha “Sambalanga” e a ponte ferroviária transfronteiriça com a RDC.

A estação ferroviária do Luau ditou a conclusão da grande empreitada de recuperação e modernização do CFB e, consequentemente, do Corredor do Lobito, iniciada há 10 anos, no quadro do Programa de Governo do MPLA.

O aeroporto, cujas obras iniciaram em Maio de 2013, é de categoria internacional. A sua pista tem um comprimento de dois mil e 600 metros e 45 de largura.

A ponte ferroviária transfronteiriça, construída sobre o Rio Luau, é uma estrutura com fundações e pilares em betão armado, que marca o fim geográfico da linha do CFB, em território angolano. É o símbolo da divisão fronteiriça entre Angola e a RDC.

Nestes escassos 12 anos de paz em Angola, depois de tudo ter sido destruído por uma guerra imposta e cruel e que só fez mal a todos nós, o trabalho não tem sido nada fácil. O país ainda está minado em grandes parcelas e a remoção de engenhos explosivos não detonados absorve muitos recursos, humanos, materiais e financeiros.

O Governo concluiu já, em apenas 10 anos, a reabilitação das três vias ferroviárias fundamentais do país e acaba de anunciar o início da sua interligação, no sentido norte/sul e vice-versa. São valias que a paz propicia e encerra.

O sector dos transportes, aliás, tem desempenhado um papel fundamental na reconstrução e no desenvolvimento de Angola, não só em termos de serviços a fornecer às outras esferas, mas, também, como motor para a expansão de toda a actividade produtiva do país, ajudando na diminuição das assimetrias regionais que ainda se registam.

 

Lição conselheira

 

Terça-feira, 10.02, o órgão de consulta do Presidente da República reuniu-se pela primeira vez, após o início, a 26 de Fevereiro de 2012, do actual mandato presidencial. Na ordem do dia, esteve a apreciação da situação económica e financeira do país.

Independente das recomendações daí saídas, o encontro foi animador. Os participantes, pelo menos aqueles que falaram à imprensa, não se desencontraram nas suas comunicações e, pela primeira vez, líderes de partidos da oposição que nela tomaram parte não utilizaram os microfones para fazer passar mensagens que estivessem foram do contexto. Cada coisa a seu tempo e lugar, é assim que deve ser.

É bom que, nas dificuldades, os angolanos estejam unidos, para juntos, combaterem as adversidades, uma tarefa que não deve ser só do MPLA ou do Executivo. É de todos.

 

Humilde angolanidade

 

O pugilista angolano Tony Kicanga revalidou, no dia 14 de Fevereiro, na cidade de Malanje, o título mundial na categoria de meio pesos-pesados de 79 quilogramas, ao vencer, no segundo round, por abandono (KO), o georgiano George Aduashvili.

Essa gala internacional de boxe profissional demonstrou, mais uma vez, que o nosso Kicanga, 12 vezes campeão mundial, está em boa forma e que está disposto, antes de dar por finda a sua brilhante carreira, a navegar por novos mares, nomeadamente no pugilato norte-americano. E aí…vencer.  

No final da contenda, o grande campeão chorou. Chorou pelo falecimento do seu pai, ocorrido dias antes. As cores do país estavam em causa e o combate não podia ser adiado. E assim foi.

Humilde exemplo de angolanidade.

PortalMPLA/AB

 

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