Agostinho Neto passou à história como herói e libertador

Comunicado da Fundação Dr. António Agostinho Neto, divulgado a 24 de Agosto corrente.

Luanda, 29 AGOSTO 16 (2ª FEIRA) – “A propósito do lançamento do livro de Carlos Pacheco, antigo comando colonial português em Angola e Moçambique, lançado em Lisboa, em Julho de 2016, a Fundação Dr. António Agostinho Neto, comunica o seguinte:
1. O livro em dois volumes, recheado de delírios reaccionários (pois agora é moda ser-se contra a inevitável revolução que levou à conquista do poder) e de inverdades insanas, acusa o nosso Patrono, o Dr. António Agostinho Neto, de práticas e de actos sem apresentar uma única prova factual ou documental.
2. O livro tenta, sem sucesso, reduzir a luta armada de libertação nacional a um filme de terror e a um somatório de crimes e de mortes executadas pelo MPLA e pelos seus líderes.
3. O Dr. António Agostinho Neto nunca praticou os actos de que é acusado e a sua vida foi inteiramente dedicada à libertação do seu povo, do colonialismo e do fascismo português. O Dr. António Agostinho Neto passou à história como o herói, o líder, o independentista e o libertador.
4. O livro, alegadamente encomendado por alguém, visa conspurcar, mesmo após a sua morte, o bom nome do Dr. António Agostinho Neto e denegrir o seu carácter, para arrasar a sua reputação e o rebaixar ao nível dos que assinaram a comenda e que traíram Angola.
5. Passados 37 anos após o seu falecimento, é doentia e irresponsável a tentativa de inculpar e responsabilizar, ainda que remotamente, o Dr. António Agostinho Neto pelo cometimento de erros e de crimes imaginários ou reais executados por outros. Os angolanos sabem bem quem os amava e tudo fazia para resolver os seus problemas.
6. O prestígio nacional e internacional alcançado pela liderança do Dr. António Agostinho, o seu inefável amor ao povo, a sua incorruptível honestidade, o alcance da sua visão estratégica, a sua vontade férrea de combater os abutres vorazes e a continuação solidária da luta para libertar a África austral e criar um bloco regional que alterou a correlação de forças mundiais, é um valor que perdura na memória dos angolanos e dos africanos.
7. Vamos accionar a justiça e defender a honra e o bom nome do Dr. António Agostinho Neto e dos seus companheiros que libertaram Angola, de armas na mão. Muitos ofereceram a sua vida e não puderam beneficiar da cidadania, da liberdade e das oportunidades de um país independente. Não permitiremos que agora sejam desonrados e desqualificados como um bando qualquer, entre outros rótulos caluniosos.
8. O futuro há-de trazer a verdade inteira à luz do dia. Até lá, a luta continua.
FUNDAÇÃO DR. ANTÓNIO AGOSTINHO NETO em Luanda, aos 24 de Agosto de 2016”.
PortalMPLA/AB

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