A VOZ DO MILITANTE: Camarada João Ferreira

“Não tenho dúvidas que o combate à corrupção, à impunidade, ao nepotismo e à bajulação é a única porta que o MPLA tem para credibilizar as instituições do Estado”.

PortalMPLA, 26 SETEMBRO 19 (5ª FEIRA) – Neste mês de Setembro de 2019, a rubrica “A VOZ DO MILITANTE” é dedicada ao Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional, que Angola assinalou a 17.

Como se chama, onde nasceu e que idade tem?

Chamo-me João Ferreira. Nasci no município do Uíge, província do mesmo nome, norte de Angola e tenho 66 anos de idade.

Qual a sua profissão e ocupação actual?

Sou gestor de empresas e ocupo-me disso, igualmente.

Quando, onde e por que razão ingressou nas fileiras do MPLA? O que o anima a manter-se como militante do Partido?

Ingressei nas fileiras do MPLA em 1974, na Casa de Angola, em Portugal e fui confirmado militante em 1976. Ingressei no MPLA por razões patrióticas e, sobretudo, porque entendia ser a melhor escolha.

A seriedade e a causa que o MPLA abraçou desde a luta clandestina e, depois, na luta armada de libertação nacional, a partir de 1961 e a sua visão estratégica e a democraticidade das suas acções me animam a manter-me como militante.

Que funções já desempenhou ou desempenha no MPLA e em que CAP está enquadrado?

Sou membro da Comissão Executiva do Comité do Distrito Urbano do Rangel do MPLA, na província de Luanda e sou o coordenador do Grupo de Acompanhamento à JMPLA na mesma circunscrição administrativa. Para além das funções acima descritas, já desempenhei, entre outras, as seguintes: Membro do Comité Municipal do Uíge da JMPLA;

Membro e, posteriormente, coordenador da Célula do local de trabalho na PROCAFÉ/UEE, na mesma província;

Coordenador do Grupo de Acompanhamento da Célula n.º 2 e, depois, do CAP n.º 12 do Rangel;

Coordenador do Grupo de Acompanhamento ao Comité Provincial de Luanda à OMA;

Coordenador do Grupo de Acompanhamento do Comité Municipal de Luanda do MPLA ao Distrito Urbano do Kilamba-Kiaxi.

No dia 17 de Setembro, Angola comemorou o Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional. Que significado tem para si essa data?

É uma data que marcará para sempre a história do nosso País, da África e, quiçá, do Mundo, dada a dimensão histórica e cultural do saudoso Camarada Presidente Agostinho Neto.

Como avalia o papel desempenhado pelo saudoso Camarada Presidente Agostinho Neto na Luta de Libertação Nacional e que proclamou a Independência de Angola, em 11 de Novembro de 1975?

Como Fundador da Nação e primeiro Presidente de Angola, o Camarada Agostinho Neto desempenhou um papel fundamental, sobretudo na condução da Luta de Libertação Nacional, que culminou com a proclamação da independência, num momento particularmente difícil, dada a situação de guerra que era movida pelos inimigos que, a todo o custo, tentaram impedir que Angola se tornasse livre do jugo colonial português e da ocupação do seu território por forças estrangeiras.

Felizmente e contra vontade daqueles, Angola tornou-se independente e livre a 11 de Novembro de 1975, sob a liderança clarividente do Camarada Agostinho Neto.

Como devem ser recordados os heróis da Pátria angolana, nesse dia que é de todos eles?

O povo angolano, de Cabinda ao Cunene e do mar ao leste deve recordar com júbilo, respeito e admiração os feitos, a abnegação e os sacrifícios consentidos pelos nossos heróis, lembrando-os, não só nessa data, mas, também, durante todo o tempo e com o compromisso de passar o testemunho às gerações vindouras, para que se perpetue a sua contribuição e exemplo de reconhecimento e admiração.

O que devem os angolanos fazer para a valorização da Independência Nacional e para o desenvolvimento de Angola?

Devem todos os angolanos, cada um no seu posto de trabalho ou de residência, contribuir para o desenvolvimento económico, social e cultural do País, para que não se percam os valores da independência, sobretudo para que os ganhos resultantes desse feito sejam reflectidos no bem-estar do povo angolano e de todos quantos escolheram o nosso solo pátrio como sua opção para viver.

Em suma, para que possamos, todos, ter qualidade de vida e vida em abundância, onde não exista descriminação de qualquer espécie. O combate à corrupção, à impunidade, ao nepotismo e à bajulação é uma das bandeiras do MPLA.

Acredita no seu êxito em Angola, durante o presente mandato 2017/2022?

Não tenho dúvidas que o combate à corrupção, à impunidade, ao nepotismo e à bajulação é a única porta que o MPLA tem para credibilizar as instituições do Estado, dentro e fora do País.

Em suma, uma medida acertada, pois, não só moraliza a sociedade, como garante um maior investimento externo e a estabilidade política. Pessoalmente, acredito no seu êxito total, não obstante as lutas próprias de um processo complicado. Tem a aprovação do povo angolano.

/www.mpla.ao

/LN/AB

Veja todas as notícias