A Nova Angola (18): País à testa do Processo Kimberley

Os “diamantes do desenvolvimento e da prosperidade” substituem os “diamantes de sangue”. A cerimónia oficial de apresentação teve lugar, segunda-feira (16), em Luanda.  

 

Luanda, 18 FEVEREIRO 15 (4ª FEIRA) – Os diamantes, que antes eram garimpados, ilegalmente, por rebeldes armados para alimentar a guerra, que se estendeu de 1975 a 2002, hoje, na nova Angola, servem para nutrir o país, no seu esforço de reconstrução e desenvolvimento.

A propósito, o presidente do Processo Kimberley, Bernardo Campos, destacou, segunda-feira (16), em Luanda, na cerimónia de apresentação oficial da Presidência de Angola neste sistema, a visão estratégica do Chefe de Estado angolano, Camarada Presidente José Eduardo dos Santos, para que o Mundo conhecesse o primeiro certificado inviolável, que passou a testemunhar a origem e a qualidade dos diamantes.

Nas suas palavras, a visão estratégica e clarividência do Presidente José Eduardo dos Santos, na criação do Processo Kimberley, permitiu impedir o fluxo dos chamados “diamantes de sangue” e metê-los na categoria dos “diamantes do desenvolvimento e da prosperidade”.

Ao assumir a Presidência do Processo Kimberley, Angola vai continuar a trabalhar para o reforço da unidade dos seus três pilares: Governos, Indústria e Sociedade Civil.

 

Propósitos

 

Angola assumiu, pela primeira vez na história, a Presidência do Processo Kimberley na reunião plenária da organização, realizada a 14 de Novembro de 2014, na cidade chinesa de Guangzhou.

O PK é um processo que visa certificar a origem dos diamantes, a fim de evitar a compra de pedras originárias de áreas de conflito. Foi criado em 2003, com o objectivo de evitar o financiamento de armas em países africanos em guerra civil.

Em 2000, diversos países aceitaram o PK, comprometendo-se a adquirir apenas diamantes brutos certificados (com procedência confirmada por certificado oficial) e a recusar importações idas de áreas em conflito. Esta é uma tentativa de romper o vínculo entre o estímulo às guerras civis e a comercialização de recursos naturais valiosos.

PortalMPLA/AB

Fonte: Angop/MIREX

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