“Recordar Hoji-ya-Henda é recordar a história de Angola”

Declaração, quinta-feira (30), em Conferência de Imprensa, em Luanda, do camarada Dino Matrosse, secretário-geral do MPLA e autor do livro sobre o lendário comandante.   

 

Luanda, 31 JANEIRO 14 – Como antecâmara do lançamento do livro “A PIDE NA ROTA DE JOSÉ MENDES DE CARVALHO ‘HOJI YA HENDA’”, o seu autor, camarada Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”, secretário-geral do MPLA, concedeu, quinta-feira (30), na Sede Nacional do Partido, em Luanda, uma Conferência de Imprensa, que mobilizou jornalistas de órgãos públicos, privados e estrangeiros.

Nessa Conferência de Imprensa, Dino Matrosse revelou que o livro, o quarto da sua lavra, foi escrito durante um ano e meio, na calada da noite e que, apesar de, numa delas já ter falado do “filho querido do povo angolano e combatente heróico do MPLA”, decidiu, desta vez, dedicar-se só a si.

Do ciclo de perguntas e respostas, o PortalMPLA seleccionou o seguinte:

Pergunta: Estamos a falar de uma história, ou exemplo, que, se calhar, pode ser seguida por muitos jovens. Há uma lição que se pode dar à juventude?

Dino Matrosse: Exactamente. O género desta personalidade não deixa de ser uma história vivida, uma história que deve ser trabalhada e verificada pelas gerações do seu tempo, pelas gerações de hoje e pelas gerações de amanhã.

Angola, que temos hoje, veio do suor, de muito sacrifício de muita gente, sobretudo dos jovens daquele tempo.

Por isso, recordar José Mendes de Carvalho “Hoji-ya-Henda” é recordar a história de Angola e dar consciência à nova geração, porque vivemos numa Angola que é nossa, que está a ser construída. E as pessoas têm de saber donde saímos, onde estamos e para onde vamos.

 

P: Esta obra só retracta a vida de José Mendes de Carvalho ou de outras figuras?

Dino Matrosse: Nesta obra, a figura central é Hoji-ya-Henda. Quis homenageá-lo e, para tal, tive que fazer uma investigação: quem era essa personalidade do nosso tempo, qual foi a sua formação, onde é que ele se formou e falo aqui da Igreja Metodista Unida de Angola, que, durante a era colonial, exerceu um papel fundamental na luta de libertação, apoiou muitos nacionalistas, patriotas angolanos e que se sacrificou (Reverendos seus foram presos e mortos). Ele estudou na escola da Igreja Metodista, onde cresceu e viveu, durante algum tempo. Alguns dos seus contemporâneos também estão no livro, em fotografias, para que a juventude conheça a sua história.

 

P: O que é que constatou nas suas investigações?  

Dino Matrosse: Para além de ter feito os meus comentários, que achei que deveria fazê-lo, porque o conheci, vivemos juntos, trabalhámos juntos e foi meu chefe, também tive que fazer investigação e aqui há anexos que têm a sua importância e relevância, onde, ele próprio, também, faz os seus comentários sobre a luta. E, depois, também os próprios colonialistas, que o perseguiram até ao fim da sua vida.

Seria bom que aqueles que tivessem a possibilidade de comprar o livro devessem ver e ler os anexos. São documentos importantes e históricos.

 

P: Porquê é que dá muito enfoque aos anexos? O que é que se pode encontrar de concreto nos anexos?

Dino Matrosse: Porque, às vezes, falamos de nós, às vezes as pessoas não nos entendem, quando falamos de nós próprios, mas é bom que os outros falem de nós e aqui quem está a falar são os colonialistas, estão a falar dos feitos, de quem foi Hoji-ya-Henda. Portanto, é bom que se leiam os anexos.

Esta história é verificada pelos colonialistas, porque o seguiram e falam muito dele. Para não pensarem que nós inventámos, quando falamos de figuras como esta.

As pessoas podem dizer que “eles estão a contar histórias que não existem”. Por isso, é bom que se leiam os anexos, também.

PortalMPLA/ER/AB

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